O Escolhido

Este foi o primeiro livro de Samuel Pimenta, uma leitura que me custou a ser feita. Isso aconteceu não tanto pela falta de tempo mas mais pelo facto de o autor não me ter conseguido captar a atenção.
A escrita está boa tendo em conta que é a primeira obra mas a história em si deixou-me um pouco desiludida. Um ritmo lento com alguns pontos de interesse que nos levantam a moral faz com que o leitor se sinta numa montanha russa onde são poucos os pontos altos.
A tentativa de ser original levou a que existisse uma sobrecarga de nomes em latim e não posso deixar de referir o momento em que Heros encontra a chave de cristal e temos de seguida um momento que me trouxe um déjà vu do Senhor dos Anéis.
O facto de ter criado uma língua é interessante, mas por outro lado temos um exagero de nomes em algumas partes da história o que pode levar um leitor a se perder no meio de tanta gente. Além de tudo isto parece-me que houve uma tentativa de esticar a narrativa o que fez com que o livro se tornasse chato de ler.
A história tem bons ingredientes e o autor é bom no uso das palavras mas a mim não me convenceu.

Título: O Escolhido
Autor: Samuel Pimenta

Planeta Editora
ISBN: 978-972-731-268-9
Páginas: 413
          

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Clube de Leitura Bertrand do Fantástico!

Nas palavras do Rogério Ribeiro:

“Estão todos convidados a participar na segunda sessão do Clube de Leitura Bertrand do Fantástico, dia 13 de Abril, sexta-feira, às 19h na livraria Bertrand do Chiado.”

Se podes ir, não percas a oportunidade, afinal está uma tarde tão boa para falar de livros;)

O livro em discussão é o maravilhoso Livro de Areia de Jorge Luís Borges. O convidado especial será Pedro Piedade Marques.

Mais informação aqui!

Roberto Mendes

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FÉNIX N.º 1

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FÉNIX FANZINE N.º 1 – JÁ À VENDA!

Ora aí está a Fénix N.º1. Tive o prazer de Editar este número a convite do grupo Fénix e devo dizer que fiquei muito satisfeito com o resultado final. Além de uma capa fenomenal de um dos artistas com quem mais gosto de trabalhar, Hauke Vagt, republicamos um conto de Romeu de Melo (como homenagem acordada com o seu filho e irmã), João Ventura, bem como Valter Marques e Carlos Silva! O artigo é de Álvaro de Sousa Holstein sobre a vida e obra de Romeu de Melo para acompanhar o seu conto e, por fim, publicamos uma entrevista com José Manuel Morais!

A Fénix é novamente publicada em papel, tem 56 páginas e custa €2.50 com portes grátis!

Visitem já a página da Fénix Fanzine e comprem a vossa;)

Roberto Bilro Mendes

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Fénix capa

Fénix capa

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VOLLÜSPA – Vinheta de Olinda P. Gil!

Voltamos por fim às Vinhetas, temos ainda 10 para publicar:

Endovélico

Olinda P. Gil

Numa tarde primaveril, um grupo de caminhantes bem equipados explorava os terrenos junto à ribeira de Lucefecit, perto do Alandroal.

- Está aqui indicado! Rocha da Mina é por aqui! Sigam-me! – disse aquele que parecia ser o líder do grupo.

O terreno ao longo da ribeira era verdejante, com árvores frondosas. Encontram uma ponte de madeira, que os deixou deslumbrados.

- Não fazia ideia que este lugar era tão belo! – exclamou uma das raparigas do grupo.

Pouco depois de passarem a ponte repararam nuns rochedos que pareciam despontar abruptamente no terreno. O líder do grupo voltou a falar:

- Julgo que temos de subir os rochedos. É um pouco perigoso. Mas não há modo de seguir a ribeira.

Quanto mais avançavam, mas se sentiam encantados. Quando chegaram ao topo do rochedo já não tinham palavras para descrever a beleza do local, que a cada passo aumentava. A ribeira corria, com um som límpido, num vale muito estreito, construído por rochedos como aquele onde se encontrava.

Então, o tempo mudou subitamente e começou a trovejar. Uma rapariga atenta chamou a atenção ao resto do grupo.

- Cuidado! Caíu um relâmpago perto da ribeira.

Foi então que viram uma figura humanoide, gigantesca, parecendo feita da mesma luz dourada de um relâmpago:

- Eu sou o deus Endovélico! Fui adorado por povos da antiguidade até ao tempo do cristianismo! Como vos atreveis a incomodar o meu descanso, se não for para me adorar?

O grupo estava aterrorizado, nunca tinham ouvido falar de tal fenómeno! Eles eram apenas praticantes de orientação. Ninguém foi capaz de proferir palavra.

- Deixar aqui os vossos pertences, e abandonai este local sagrado imediatamente! – vociferou o deus.

Assim que os caminhantes partiram assustadíssimos, Endovélico começou a remexer nas mochilas abandonadas, até encontrar um livro.

- Vollüspa, finalmente!

 

Info: Professora e Formadora de Português, foi colaboradora no DN Jovem. Posteriormente participou com outros colaboradores do suplemento no site na-cama.com e jotalinks (actualmente extintos). Foi 3º prémio no concurso literário “Lisboa à Letra” em 2004, na categoria de prosa. Actualmente escreve no blog: http://acasadoalfaiate.blogspot.com

 

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VOLLÜSPA – Vinheta de Rodrigo MacSilva

Um díalogo delicioso entre pai e filho com a Vollüspa pelo meio;)

O que é Vollüspa?

Rodrigo MacSilva

— Pai… o que é Vollüspa? É um país?
— Não, filho. Não é um país — respondi, acariciando-lhe a cabecita e sorrindo.
— Então… é uma tribo?
— Sim, isso pode ser, filho. É uma tribo de escritores.
— É boa. Não sabia que havia tribos de escritores.
— Pois há, filho. E também existem tribos de sonhadores e de poetas.
— Deve ser bom, pai. Ser da tribo dos Vollüspa — sorriu, imaginando-os. Depois, continuou: — Olha, pai… são de África?
— Não, filho. Não são de África. São de muitos lugares. Há até quem diga que nem são deste mundo.
— São extraterrestres?
— Mais ou menos, filho.
— E têm poderes especiais? Deitam fogo com os olhos?
— Não, filho — sorri, baixando-me e apontando um dedo para o céu, enquanto o abraçava. — Vês aquelas estrelas, lá em cima? Dizem que é lá que eles moram. Que são viajantes do universo e que sabem histórias maravilhosas, de outros mundos e de outros lugares.
— Olha, pai… já viste algum Vollüspa?
— Sim, já vi alguns.
— E como são eles? Têm quatro olhos e dez braços?
Depois de hesitar um pouco, respondi:
— Acho que sim, filho — sorri. — Mas são pacíficos.
— Ainda bem! Já estava a ficar assustado — riu-se, aliviado.
— Sabes, filho, os Vollüspa não querem conquistar o universo. Apenas plantam histórias que nascem nos livros.
— Como o avô? O avô também planta coisas.
— Sim. É parecido.
— Mas o avô não planta palavras, pois não?
— Pois não, filho. Pelo menos nos livros. Mas já o vi comer palavras. Sentar-se à lareira e comer palavras dos livros. E quem gosta de ler, gosta dos Vollüspa.
— O avô é um comilão! Quando souber que há histórias dos Vollüspa, é capaz de as comer todas de uma vez…
— Não faz mal, filho. As palavras nunca morrem. Sempre que um livro acaba, elas voltam a nascer para outro leitor. É a magia dos Vollüspa.

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Sem portes de envio se escolherem pré-pagamento no site!!!

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