“O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos”

 

 
“O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos”
 

Joaquim Fernandes
( Historiador, Universidade Fernando Pessoa )
 
Prefácio de Carlos Fiolhais:
 
 
Cientistas, escritores, matemáticos e inventores que deixaram um importante contributo em áreas como a química, a lógica, a física, a medicina. Resgatando muitas dessas figuras ao esquecimento, o historiador Joaquim Fernandes concretizou uma inédita pesquisa sobre os homens e mulheres que deixaram uma inquestionável marca na História.
 
 
«Deveria ser um manual escolar.»
Tiago Cavaco, Revista Ler

«É revelador que O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos seja também e em grande medida uma colecção dos mais nobres traidores da Pátria. Traição aqui como a mais sublime devoção possível a um país. Boa parte desses valorosos concidadãos foi em vida apelidada de Judas pela sua própria terra. O mínimo que se espera é postumamente fazer justiça às suas memórias.»
Tiago Cavaco, Revista Ler

Sabia que na corte de Catarina, a Grande, existia um médico português? Próximo da czarina, Ribeiro Sanches serviu a soberana russa sendo considerado um dos grandes percursores da reforma pombalina. Em Londres ardeu em praça pública Cavaleiro de Oliveira, escritor e diplomata que não se quis calar editando polémicos escritos. Encarcerado na Junqueira morreu aquele a que os alemães chamaram de “Newton português” – Bento de Moura, físico e inventor. Herói da independência do Brasil, Andrade da Silva descobriu o terceiro elemento químico, o lítio.

Talentosos, lutadores e por vezes ignorados em vida, contam-se os atribulados percursos de vida de homens e mulheres que, dentro ou fora do país, deixaram um inquestionável contributo.

Esquecidos, mas de extraordinárias vidas, é na verdade uma aventura a descoberta destes portugueses pelo mundo…

 

 
Do Prefácio:
 
«A identidade nacional faz-se a partir da memória, mas a memória portuguesa é estranhamente selectiva. O historiador Joaquim Fernandes, neste seu livro bem documentado sobre os “portugueses esquecidos”, vem lembrar-nos muitos nomes que, apesra de o merecerem, não têm conseguido passar no crivo da nossa memória colectiva. As razões serão as mais variadas. Mas talvez a mais comum seja o facto de grande parte desses notáveis se terem ausentado do seu país natal (ou permanecido ausentes do país natal de seus pais). Muitos deles perseguidos na sua própria terra foram para longe e ficaram longe na nossa memória. Outros ficaram por cá, desafiando condições difíceis, mas foi como se tivessem ido para longe. Também foram injustamente ignorados.»
 
 
Da Introdução: (…)
 
“Invocamos neste inventário – que não poderia ser definitivo, antes ilustrativo – o tríptico em que assenta o afrontamento e a incompreensão da sociedade portuguesa perante muitos criadores e pensadores da diversidade científica e cultural, das heterodoxias ideológicas e religiosas: errância, ignorância, intolerância, definem, a nosso ver, os nódulos  conflituais que resulta(ra)m do cruzamento entre as minorias mais inconformistas e o corpo maioritário da nação.
         Pretende-se com esta divulgação histórica recuperar a memória de um longo cortejo de portugueses cuja obra, vilipendiada ou cerceada por obstáculos ideológicos vários, se diluiu nas ruínas de uma injusta amnésia colectiva. De uma forma didáctica, este espaço visa ajudar à formação de uma opinião leitora mais crítica que propicie novos espaços para a tolerância, incentive o reforço da nossa auto-estima comum e incorpore um conhecimento mais justo dos préstimos da cultura científica portuguesa para a constituição do saber universal. (…)”
 
Joaquim Fernandes
Historiador, professor na Universidade Fernando Pessoa, co-fundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência. Especialista no estudo do imaginário português, começou por editar «Ovnis em Portugal (1978), seguindo-se «Intervenção Extraterrestre em Fátima» (1982), «As aparições de Fátima e o Fenómeno Ovni» (1995), «Fátima, nos Bastidores do Segredo» (2001), «Heterodoxias para o século XXI: novas fronteiras da Ciência» (2001), «Silenciados e Silenciosos» (2005), «O Cavaleiro da Ilha do Corvo» (2007).

Sem se tratar de uma obra de Fantástico, este livro parece ter sido uma ideia fantástica e carrega consigo alguma penumbra, quase uma ideia do que poderia ter sido Portugal, caso esta pátria não fosse ( e continue a ser… ) um atoleiro de fel para quem vê o mundo com outros olhos, digamos assim para simplificar… A imaginação pode mesmo levar-nos a uma “história alternativa” com o que este livro deve conter.

Ainda não li, mas estou em pulgas!

E depois temos outras obras do autor que me fizeram “travar o olhar” na geralmente fugaz leitura de sinopses. Ovnis, Fátima e… um tal cavaleiro de pedra a apontar para as Américas… E porque não para… um continente desaparecido??  

Pedro Ventura
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5 respostas a “O Grande Livro dos Portugueses Esquecidos”

  1. igdrasil diz:

    Não fazia a menor ideia da existência deste livro…parece-me muito interessante. Quando referes o cavaleiro de pedra que aponta, quiçá, para um continente desaparecido fico com curiosidade; são elementos presentes numa outra obra deste autor?

  2. Por acaso fiquei curioso… Conhecer (alguns d’) os homens que elevaram o nome de Portugal mas que, por qualquer razão, foram esquecido por quem cá ficou.

    Pena que custe 18 € =/ Vai ter que ficar para outra altura.

  3. Joaquim Fernandes diz:

    Fico grato ao Pedro Ventura ter acolhido a minha investigação e referido as minhas obras históriográficas.
    Dei recentemente uma entrevista à “Notícias Sábado” e aguardo que a “Notícias Magazine” aborde também este trabalho.
    Aos interessados na minha investigação ( de mais de uma década ) sobre a prioridade das navegações e descobertas ( descobrimentos é outra coisa…) no Atlântico, sugrio a leitura do meu romance “O Cavaleiro da Ilha do Corvo ( ed. Temas & Debates /Círculo de Leitores, 2008 ), uma espécie de “ensaio romanceado” onde explano, a coberto de uma acção centrada em dois historiadores, a informação disponível e coletada ao longo de 4 séculos sobre a enigmática “Estátua equestre” de pedra encontrada pelos navegadores portugueses quando aportaram, pela primeira vez, no século XV, à pequena ilha do Corvo. Mistérios por dissolver, quando, por exemplo, um portulano de 1367, dos irmãos Pizzigani, referem explicitamente, com elucidativo desenho, a existência de “estátuas” que demarcavam os limites do Oceano. Como conselho aos marinheiros ou aviso de probição? Uma questão interessante. Infelizmente, entre nós, as ideias sobre os Descobrimentos portugueses estão cristalizados em verdades intocáveis e os mentores culturalmente correctos evitam trazer estas questões a debate. Ninnguém retira o mérito aos Portugueses da saga marítima. Cada um fez a sua parte e exímios povos marítimos os navegadores, como os Fenícios e Cartagineses, não podem ser esquecidos nesta matéria. Se lermos com atenção o que escreve Damião de Góis – o autor da descrição da “Estátua” do Corvo”, inserta na sua “Crónica do Príncipe Perfeito” -, além de outros cronistas de Seiscentos, como António Galvão, João de Barros, todos eles referem claramente que graças ao Infante D. Henrique “nós reabrimos rotas de HÁ MUITO ABANDONADAS”. E em Angra do Heróismo está “depositada” uma pedra com inscrições aparentemente antrópicas ( por acção humana ), à espera de um estudo sério e competente… Em suma, no meu romance pode recuperar-se toda esta controvérsia – com centenas de referências bibliográficas – e que tem passado um pouco em claro ao longo das últimas décadas, talvez ainda por efeito de uma educação histórica “patrioteira”, nacionalista, do “orgulhosamente sós”, conforme aos padrões do Estado Novo.

    Cumprimentos,

    Joaquim Fernandes, PhD
    Universidade Fernando Pessoa

  4. pventura diz:

    Igradsil: Pelo que li, há uma ideia de o tal cavaleiro estar a apontar para a América – «O Cavaleiro da Ilha do Corvo» (2007)
    Eu extrapolei e, usando a minha imaginação, trouxe a velha “Atlântida” à conversa.

    Francisco: Continua a ser caro ler em Portugal, infelizmente. A cultura ( mesmo a geral ) continua a ser um luxo.

    Joaquim: A sua hipótese e interessante e não é desprovida de fundamento, a meu ver. Eu não nego nada, por muito desviante que possa ser. E aqui até há lógica e provas… Isto, claro, como também afirma, sem retirar valor aos nossos intrépidos navegadores e exploradores.

    Derrapando um pouco do tema, mas permanecendo na sua órbita controversa, defendo uma “história” humana muito mais antiga do que aquilo que é correntemente aceite. Também não me parece que os “antigos” fossem os idiotas ( não encontro um eufemismo ) que muitas vezes se pensa. Vejam-se exemplos como o mecanismo de Anthykitera ou a mais prosaica descoberta de que os legionários romanos afinal não eram um bando de analfabetos, isto sem recuar muito…
    O que acontece com o cavaleiro, como aconteceu e acontece com uma miríade de coisas é que este é algo “fora do normal” e os dogmas dão-se mal com aquilo que é invulgar, que sai fora das definições aceites. Fala-se de exagero, de imaginação, relega-se para uma função ornamental, religiosa, nega-se, tenta-se fazer cair no esquecimento, etc,etc… É por isso que a controvérsia é sempre bem vinda, nem que seja para mostrar que não existe um único fio condutor na ciência e no pensamento humano.

    Ah! li algures ( enquanto vou procurando os livros ) que o cavaleiro tinha traços africanos… Confesso que franzi o sobrolho. Estátua…

    Já agora aproveito para lhe perguntar ( caso passe por cá ou pelo meu blog )mais alguns dados sobre «As aparições de Fátima e o Fenómeno Ovni» (1995)

    Eu tenho umas teorias “meio loucas” sobre esse tema e dou graças por já não haverem queimadeiros…

    Abraços

    Pedro Ventura

  5. mitima diz:

    o que, nao percebi nada mas eu queria ver um livro sobre seres fantasticas dâââ

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