Desvendando um pouco da Dagon:

Desvendando um pouco o conteúdo da Dagon, um dos artigos, escritos por mim, debruçar-se-á sobre o tema da ficção pós apocalíptica e tentará dar respostas a algumas questões sobre o género, bem como ser um espaço de reflexão  sobre a própria essência humana e o seu futuro… Aqui ficam algumas imagens espectaculares de alguns autores americanos, que se inspiraram num futuro apocalíptico, onde as nossas cidades subsistem, ainda que decadentes:400px-Post_apocalypse_art

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FalloutCarrier

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O cinema não deixará de marcar presença: um dos filmes que merece destaque é  “The Hunt for Gollum”; Também a obra de Miyakazi será alvo de reflexão, com críticas a alguns dos seus filmes mais importantes, como “Howls Moving Castle”, “Spirited Away” e muitos outros;

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Chegamos à poesia: Edgar Allen Poe, Carla Ribeiro e um pequeno poema da minha autoria, que podem ler aqui:

Os espelhos de mil cores já não me definem…a água cristalina já não me reflecte! Não apresenta a imagem do “eu”, aquela que eu imaginava ter mas que não tenho; ilusão criada, de mim para mim, com o cheiro fresco do puro e intocável ser que não é, ou que por razões milenárias desconhecidas, adormecidas, embebecidas no isto e aquilo que se apresenta como a forma do ser, desconjugado de realidade, efervescente de felicidade, borbulhante de brumas longínquas se viu afastado de permanecer…
O vento já nada me sussurra, passa e bate, violento de raiva, angústias gritadas na roda do tempo!
O gelo derrete a cada passo desconjugado, de tanto alinhado, pensado aqui e agora, ontem e no outro dia, de momento em momento, do tempo ao vento, do tormento ao tempo, das tulipas mortas, enterradas e depostas no ser único do agora…carpe diem…NÃO! Recuso-me, já não me me mostras, já não me reflectes…
Só a lama me reflecte! O cheiro a podridão de memórias vividas e absorvidas , mantidas escondidas para não serem minhas, para serem de outro eu, aquele que não existe, o grande fantasma de mim…memórias esquecidas
Morri nos teus olhos quando a tua cara se transformou, o sorriso apagado tudo em mim mudou…De novo os espelhos… SIM…EU aceito, que sois vós que me reflectes; espelhos negros que me definem, me abraçam e consolam nesse esplendor de cheiro fétido, e eu morro a cada momento nesses braços aveludados de brumas negras desgastadas.. aperta-me com mais força, por favor, eu te peço…eu te peço: aperta os meus medos e sonhos, repele esses segredos medonhos!
Mas até vós, ó bruma celestial, até vós me deixais e o meu coração despedaçais!
E eu fico com frio e por mim espero, neste pesadelo austero!
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O desenho e as outras artes estarão representados com a mestria a que o João Paulo aka Gendo já nos habituou… Quanto à musica podem esperar, entre outras coisas, um pequeno ensaio sobre as influências do universo fantástico na música e vice-versa, deambulando da música clássica ao metal sinfónico!

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Eis que chegamos, por fim, à Literatura; Começamos com uma entrevista a Ian R. Macleoud, vencedor do prémio Arthur C. Clarke deste ano; Também Pedro Ventura, Jorge Candeias e Luis Filipe Silva darão as suas respostas, bastante importantes no âmbito do universo editorial português… Os contos  farão as delícias dos leitores, passando da Ficção Ciéntifica à Fantasia Épica, ao terror e muito mais…Diversidade e qualidade não faltarão!

Não revelarei mais…pois a Dagon não tardará e estar nas vossas mãos!

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6 respostas a Desvendando um pouco da Dagon:

  1. A Dagon parece prometer ^^
    Fico à espera de mais informações.

    Abraços!

  2. pventura diz:

    Excelentes imagens e palavras poéticas!

    Abraços!

  3. Joel Puga diz:

    Mal posso esperar.

    Só uma pergunta, isto é uma revista única ou é um projecto para continuar? Quando é que abrem as submissões para textos?😉

  4. A única parte má da Dagon será o meu conto xD

    Igdrasil, sei que foi a tarde e a más horas, mas recebeste o meu mail?

  5. Ah, e vi hoje O Castelo Andante. Obrigado a todos vocês, colaboradores do Correio, por darem a conhecer facetas menos comerciais do fantástico😀

    Foi uma experiência fantástica😀 Mais uma vez obrigado a todos por estarem aqui🙂

  6. igdrasil diz:

    Caros: Obrigado pelos comentários…

    Caro Joel:

    A Dagon não é, efectivamente, uma revista única. Será um projecto assente na premissa do “saí quando saí” (devido ao tempo de trabalho que é necessário despender para escrever os textos e fazer a montagem); Não poderia ser um projecto com datas definidas de publicação pois certamente que existiriam muitas dificuldades em cumprir prazos, tal como está a acontecer neste momento com o primeiro numero (está quase, quase pronto)… Deste modo, tentaremos publicar um número por mês, se tal nos for possível. Quanto à tua segunda questão, para este primeiro número as participações foram através de convite mas nos próximos números será aberta a submissões, tudo será explicado na própria Dagon,, número zero!

    Francisco,

    Irei responder ao e-mail. Deves estar a experimentar o mesmo sentimento de puro deslumbramento que eu senti; Realmente o “Castelo Andante” é genial… Estou a tentar uma entrevista com o Miyakazi, está difícil mas talvez consiga… Os autores do correio agradecem as tuas palavras:)

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