DREAM THEATER

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Os Dream Theater são uma das bandas que mais inspiração buscam na litertura fantástica, dando ao seu metal progressivo e de fusão um intenso sabor a fantasia criando letras mágicas, ambientes fantásticos, aliando a tudo isto uma sonoridade inconfundível e única. A mitologia nórdica é uma das grandes influências da banda de metal progressivo originária de Nova Iorque, Estados Unidos e formada em 1985 por John Myung, Mike Portnoy e John Petrucci, enquanto frequentavam o curso de Música da Universidade de Berklee.

Posteriormente  o vocalista Chris Collins e o tecladista Kevin Moore  completaram o grupo. Antes de se chamarem “Dream Theater”, sugestão do pai de Mike e nome de uma sala de espetáculos muito importante na Califórnia, eram conhecidos por “Majesty”. Este nome surgiu durante um concerto do Rush, durante a sua turnê do álbum “Power Windows”. John Petrucci, John Myung e Mike Portnoy dormiram na rua para poderem comprar ingressos para assistir ao espetáculo e, ao ouvirem a canção “Bastille Day”, surgiu o comentário de que aquela música era ‘majestosa’, ficando assim o nome.

Contudo, descobriu-se que já existia uma banda de jazz com o mesmo nome. Lançaram a sua primeira demo com seis músicas, uma pequena amostra do seu metal progressivo com referências da música clássica que influenciou muitas bandas posteriormente. Após isso, demitiram o vocalista Chris Collins, que não se conseguiu adaptar ao estilo que a banda procurava. Para substituí-lo chamaram Charlie Dominici, e com essa formação gravaram o primeiro disco da banda, intitulado “When Dream and Day Unite”, em 1989. O disco foi bem aceite pela crítica e bem difundido nas rádios, o que possibilitou um reconhecimento dos fãs e diversos shows em pequenos clubes, sempre lotados. Novamente, por diferenças musicais, despediram o seu vocalista. Durante algum tempo não tiveram um vocalista fixo, mas mesmo assim não pararam de compor novas músicas, nem de fazer apresentações, ainda que inteiramente instrumentais. Nesse período, passaram pela banda, no vocal, John Arch, Steve Stone e Chris Cintron, até que, finalmente, encontraram o vocalista ideal. Era Kevin LaBrie, o vocalista da banda  “Winter Rose”.

Juntou-se então à banda, adoptando o nome de James LaBrie, no intuito de não deixar a banda com dois Kevins (LaBrie e Moore) e dois Johns (Myung e Petrucci). Em 1992, lançaram o álbum “Images and Words” e, então, foram convidados para abrir alguns shows dos Iron Maiden. Tiveram uma excelente recepção pela MTV e quase quebraram os índices de vendas no Japão, levando a banda à sua primeira digressão mundial. No processo de gravação do terceiro disco, o teclista Kevin Moore resolveu abandonar o grupo para seguir carreira solo. Sem um substituto para Kevin, terminaram as gravações de “Awake” (álbum que contém a faixa “The Silent Man”), que rapidamente conquistou os mercados americano e europeu. Pouco depois, o lugar de Moore foi ocupado por Derek Sherinian (que havia tocado em digressões com o KISS e com Alice Cooper). Em 1995, foi lançado o EP “A Change of Seasons”, contendo a gigantesca faixa homónima (com 23:09 minutos) e ainda alguns covers (“Funeral For a Friend/Love Lies Bleeding”, de Elton John, “Perfect Strangers”, do Deep Purple, as fusões de “The Rover, Achilles Last Stand e The Song Remains The Same”, dos Led Zeppelin, e de “In The Flesh?”, “Carry On My Wayard Son”, “Bohemian Rhapsody”, “Lovin’ Touchin’, Squeezin’”, “Cruise Control” e “Turn It On Again”, respectivamente de Pink Floyd, Kansas, Queen, Journey, Dixie Dregs e Genesis), gravados ao vivo no Ronnie Scott’s Jazz Club, em Londres.

Em Outubro de 1999, foi lançado o álbum “Scenes From a Memory”, descrito por Mike Portnoy como “algo que ele sempre quis fazer”. O álbum teve grande sucesso e repercussão. Durante a digressão mundial a banda gravou, em Nova York, um DVD genial, um dos melhores dvd’s musicais dos últimos anos. O concerto, de três horas e meia, foi lançado com um CD triplo. A data do lançamento, infelizmente, coincidiu com os atentados de 11 de setembro de 2001, e mais infelizmente ainda, a capa do CD trazia as torres gêmeas dentro de chamas. Todos os CDs foram recolhidos e a capa refeita, trazendo o símbolo da banda no lugar da maçã (que fazia alusão à cidade de Nova Iorque – “Big Apple”) e das torres. Entretanto, alguns poucos CDs com a capa original, com as torres gêmeas em chamas, continuam nas mãos de fãs e colecionadores, e passaram a ser considerados raridades. O quarto álbum, “Falling into Infinity”, chegou em 1997 com músicas um pouco mais melódicas, não tão agressivas quanto as de “Awake”.

O disco apresenta uma banda mais focada em canções (ainda com as passagens instrumentais já tradicionais) devido a uma enorme pressão da editora. O tiro saiu pela culatra, embora o disco, mesmo com as suas canções mais acessíveis, seja excelente. Na verdade, é incorrecto dizer que Derek Sherinian influenciou a banda a compor canções mais comerciais, já que ele compôs as partes mais técnicas do álbum, o que é uma característica do teclista, como  constata na sua discografia solo. Devido à pressão da gravadora, Mike Portnoy quis deixar a banda, mas foi convencido a ficar, já que ainda havia a digressão do álbum a ser realizada. Portnoy, então, permaneceu nos Dream Theater, e visitou o Brasil em 1997, durante a digressão do álbum. No entanto, apesar de tantas controvérsias e complicações, conforme já mencionado “supra”, trata-se de um álbum excelente, aclamado por todos os fãs. Em 1998, a banda lançou o seu segundo disco ao vivo, “Once In a Live Time”. Um vídeo, nomeado “5 Years in a Live Time” surgiu também, com os principais momentos da banda nos cinco anos anteriores ao lançamento do disco. Seguiu-se nova troca de teclista, todavia, tal não abalou a criatividade da banda, que se fechou a sete chaves para gravar um novo álbum, um disco duplo, experimental e controverso, intitulado “Six Degrees of Inner Turbulence”, lançado em 2002. Trazia músicas bastante extensas no primeiro CD, e um épico impressionante de 42 minutos de duração, dividido em 8 partes no segundo CD.

Destaque também para o trabalho iniciado por Mike Portnoy, denominado “Portnoy Alcoholics Anonymous Suite”, no qual o baterista explora o programa de recuperação do A.A. (Alcoólicos Anônimos) em doze etapas, sendo as três primeiras – “Reflection”, “Restoration” e “Revelation” – temas da faixa “The Glass Prison”, de 13:52 minutos de duração.  No final de 2003 surge o álbum “Train of Thought”, que, como o álbum anterior, mudou um pouco a linha musical da banda, levando a críticas severas de fãs antigos. Um álbum mais pesado do que os álbuns anteriores, não deixando o progressivo, nem a virtuosidade e a técnica da banda de lado, destancando as faixas “As I Am”, “Endless Sacrifice” e “In the Name of God”. Destaque ainda para a faixa “This Dying Soul”, na qual Portnoy continua a sua saga, explorando os doze passos do plano de recuperação do A.A., sendo que esta faixa perpassa pelas etapas IV e V, denominadas “Reflections of Reality (Revisited)” e “Release”. Em 2004, os Dream Theater realizam novas gravações ao vivo, e lançam um DVD em álbum triplo: “Live at Budokan”.Gravado no Budokan Hall, em Tokyo, Japão. O DVD traz as principais faixas do álbum “Train of Thought” e ainda faixas dos outros álbuns, dando destaque para um “medley” instrumental mostrando toda a técnica e destreza dos músicos da banda, denominado “Instrumedley”, que passa por trechos de várias músicas instrumentais do Dream Theater, inclusive por algumas do “Liquid Tension Experiment”, projecto instrumental paralelo de John Petrucci, Mike Portnoy e Jordan Rudess, juntamente com o baixista Tony Levin. Em meados de 2005, lançam o seu oitavo álbum, “Octavarium”, marcando vinte anos da existência da banda, caracterizado como algo “incrivelmente lindo” pelo baterista Mike Portnoy. Destaque para mais uma música épica, “Octavarium”, com  24 minutos de duração. Destaca-se também a continuação da compilação de “Portnoy Alcoholics Anonymous Suite”, com a faixa “The Root of All Evil”, que traz profunda análise das etapas VI e VII do programa: “Ready” e “Remove”. Em dezembro do mesmo ano, os DT chegam de novo ao Brasil. A banda, que no dia 1° de abril de 2006 gravou um DVD em Nova York para comemorar seus 20 anos de carreira, surpreendeu o público tocando clássicos e músicas do último CD com a presença de uma orquestra.

O DVD foi lançado dia 29 de agosto do mesmo ano, intitulado “Score”. Foi lançado, em 2007, o álbum “Systematic Chaos”. Neste álbum, Portnoy dá sequência à sua saga, e explora os passos VIII (“Regret”) e IX (“Restitution”) na faixa “Repentance”. As faixas “Constant Motion” e “Forsaken”, a última com um clipe anime desenvolvido pelo estúdio japônes Gonzo, tiveram boa repercussão ( nova colaboração entre artes fantásticas). Neste álbum, destaca-se o grande trabalho de John Petrucci, que escreveu quatro das músicas do álbum, trazendo uma narrativa fictícia em cada, principalmente em “In The Presence of Enemies”, que é uma verdadeira epopéia musical, digna de uma banda como o Dream Theater, e que foi dividida em duas partes, por ser longa demais para uma faixa inicial. No primeiro dia  de Abril de 2008, foi lançada o primeiro “best of” da banda, um CD duplo intitulado “Greatest Hit (…and 21 Other Pretty Cool Songs)”. O título do álbum é uma brincadeira referindo-se à música “Pull Me Under”, que foi o único verdadeiro hit de sucesso do grupo. Um novo DVD duplo chamado “Chaos in Motion 2007–2008”, com músicas dos concertos da digressão “Chaos in Motion”, foi lançado pela Roadrunner Records em 23 de setembro de 2008; a edição especial inclui três CDs com o áudio das músicas do DVD. A banda entrou em estúdio em setembro de 2008 para, então, começar as gravações do novo álbum, “Black Clouds and Silver Linings”,  lançado mundialmente no dia 23 de junho de 2009.

Os Dream Theater  tornaram-se numa das bandas de metal progressivo mais bem sucedidas desde o auge deste estilo musical em meados da década de 1970.

Dream Theater - OctavariumRoberto Mendes

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2 respostas a DREAM THEATER

  1. Boa tarde, em nome da organização de blogagem colectiva Aldeia da Minha Vida, quero agradecer a sua participação, na qualidade de leitor(a) e eleitor(a) pelo seu contributo para o sucesso da mesma.
    Dia 30 de Junho serão publicados os resultados.
    Susana Falhas

  2. Olá!

    A blogagem da Aldeia da Minha Vida foi um grande sucesso, graças à sua participação e divulgação.

    Convido-o(a) a participar na próxima blogagem de Julho “ Férias na Minha Terra”.

    É uma oportunidade única para demonstrar a todos que vale a pena passar férias no nosso país, especialmente na nossa querida terra, seja ela aldeia, vila ou cidade.

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    Muito obrigado pela sua atenção!

    Votos de um feliz dia!

    Susana Falhas

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