Avatar

O cinema, normalmente, não é comentado no Correio, mas existem excepções que podem ser criadas. E eu acredito veementemente que o filme AVATAR merece essa excepção.                             

Gostaria de dizer, para começar, que se tratou que de um filme que me arrebatou logo pela apresentação. Quando vi o Trailler no grande ecrã, tudo me puxou para o ir ver: as imagens, as cores, os seres, o princípio…

 James Cameron esteve em grande!

 Neste filme temos tudo aquilo de que vive o fantástico e o FC. Temos uma história passada num futuro distante – Agosto de 2150 – um mundo alienígena com a sua fauna e botânica, um povo diferente com a sua História, lendas, mitos, regras, religiosidade e uma língua própria, um herói improvável, o bem contra o mal e uma história de amor.

 Jack, um fuzileiro condenado a passar a vida numa cadeira de rodas devido a ferimentos graves que tivera em combate, recebe uma proposta inesperada após a morte inusitada do seu irmão, um cientista.

 É assim que Jack se vê a bordo de uma nave espacial, num voo de vários meses em crio-sono, para o Planeta Pandora.

O Planeta Pandora é detentor de uma riqueza incalculável. Aquele mundo tem uma botânica e fauna única, e tem também um minério valiosíssimo.

As forças militares e científicas estão lá a soldo de um consórcio que pretende o minério. Os primeiros por segurança, pois o planeta, em si, é hostil, os segundos para tentarem perceber como é o aquele mundo funciona e como é que os seres humanóides, azuis, e muito mais fortes que os homens podem ser convencidos a abandonar a Hometree, a sua cidade, que está sobre o maior jazigo de minério.

 Logo à chegada se percebe a clivagem principal: os militares querem avançar pela força das armas, os cientistas preferem uma via mais pacífica e querem acima de tudo preservar aquele mundo da gula humana.

 É aqui que entram os Avatar. Os Avatar são seres criados pelo Homem, através de uma mistura entre o genoma dos Na’vi, os naturais daquele mundo, e o ser humano que o vai incorporar. Jack foi escolhido pelo facto do genoma de um dos Avatar estar misturado com o do seu falecido irmão. O Avatar é uma ferramenta de proximidade com os Na’vi.

 Uma das cenas mais marcantes, na minha humilde perspectiva, dá-se quando Jack se vê no seu Avatar, cheio de força, podendo correr, saltar… A alegria e a reacção de Jakesully – o Avatar – são genuínas, seria assim que alguém que vivera demasiado tempo privado da liberdade de andar e correr reagiria!

 Não vou dizer mais nada sobre o enredo, a não ser que é uma das melhores ascensões a herói que já vi no cinema

 O filme é 3D, a fotografia fantástica, o enredo envolvente, os personagens credíveis e a força de Pandora é sentida.

 Corram até um cinema perto vós.

Sobre Paulo J Fonseca

Escritor, leitor, apreciador do cinema e videojogos, admirador de artes digital e «ouvidor» de música. Gosto de divulgar tudo aquilo que me parece bom, tal como alertar para tudo aquilo que, parecendo bom, pode não ser tão bom assim.
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2 respostas a Avatar

  1. igdrasil diz:

    Já vi..é muito bom visualmente mas peca um pouco pela previsibilidade da história. Mas sem dúvida um marco no cinema!!!

  2. Paulo, o cinema já tem vindo a ser abordado por várias vezes no Correio😉

    Estou cada vez mais convencido a ir ver o Avatar, não pela história, claro, mas pelo impacto visual do filme. No entanto as coisas andam complicadas (dinheiro) por aqui, por isso não sei.

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