Entrevista com Nuno Fonseca sobre a nova Bang!

Com o regresso ao papel e as novidades anunciadas pela Bang neste nº7, decidi entrevistar o novo co-editor da revista. Bem conhecido no fandom e já com experiência de co-edição na fanzine “Nova”, Nuno Fonseca responde a algumas das questões importantes  nesta altura. Já recebi este novo número da Bang! e experimentei uma reacção algo mista: por um lado parece ser um número muito bem tratado ao nível gráfico e com conteúdos de qualidade, mas logo no primeiro contacto, ao retirar a revista do envelope, dei de caras com o que considero uma enorme falha. Na capa consta que este número sete é de Fevereiro de 2009 e não de Março de 2010. É uma gralha difícil de não notar…espero que não seja um mau prenúncio. Deixarei aqui no correio a minha crítica a esta nova Bang!, assim que terminar a sua leitura. Por agor podem ler a entrevista ao Nuno:

Que podemos esperar deste novo ciclo da “Bang!”?

Como acontece em todos os novos ciclos, há realidades que continuam e outras que rompem com o que é habitual. Apostámos em autores da casa e em vozes novas; mudámos o aspecto gráfico geral da revista para algo mais apelativo; também abrimos um pouco do nosso leque temático, para incluir áreas de tratamento do fantástico que não nos eram habituais, como o cinema e a banda desenhada. Quisémos no fundo melhorar a qualidade geral e oferecer algo de novo aos nossos leitores, mas que não fugisse ao que os tem mantido connosco. E continuaremos a melhorar – esperem novos conteúdos e o mesmo nível de entusiasmo também para o próximo número.

Quais os pontos fortes deste número sete e quais as diferenças entre este número e os anteriores?

Ficámos contentes com o material disponível e com resultado das nossas escolhas. A revista tem os seus pontos fortes, é certo, mas tentámos suavizar as diferenças de um modo positivo e proactivo. De modo que, por exemplo, a força de cada peça depende sempre da sua companhia com pelo menos uma outra, e em temáticas e estilos diferentes. Temos bons ensaios, boa poesia, boa ficção nacional e estrangeira, terror, FC e fantasia, nomes conhecidos e desconhecidos, autores clássicos e inéditos…até há contribuição de autores vivos e menos vivos; todos acharão algo para gostar nas nossas páginas. No fundo penso que conseguimos produzir um número atraente e interessante, mas nada melhor do que dar a palavra aos leitores quanto a isso.

Porquê a opção de voltar ao papel?

A Bang! é hoje uma publicação de referência. Tém um público dedicado que acarinhamos, e uma ancoragem séria no mercado editorial. Fazia por isso todo o sentido retomar uma experiência em papel. Esperamos essencialmente que agrade aos nossos leitores e que cative outros.

Estão abertos a submissões ou será possivel participar por convite?

A Bang! esteve e está aberta à submissão de qualquer tipo de textos no âmbito do género fantástico, como sempre esteve aliás expresso no site da editora Saída de Emergência. Nem se compreenderia de outra maneira. Procuramos incessantemente por novas vozes e também oferecer um espaço seguro e digno para autores mais conhecidos. A preocupação central é a de oferecer uma boa experiência do fantástico ao público em geral.

Irão realizar uma sessão de lançamento ou de apresentação?

Haverá ocasião para os fãs, amigos e conhecidos terem uma maior proximidade com algumas das pessoas que levam a Bang! às vossas mãos. Podem contar para breve com notícias nesse sentido.

Como poderão os leitores adquirir a revista?

Por enquanto, e durante um curto prazo de forma exclusiva, optámos por possibilitar a compra apenas através do site da editora. A Saída de Emergência oferece assim aos seus leitores uma experiência nova, arrojada, que pretende ultrapassar as barreiras da virtualidade. Era algo que tinhamos na mesa faz tempo, e que agora foi possivel concretizar. A edição tem uma tiragem limitada, pelo que aqueles que quiserem optar por uma revista atractiva e cheia de doses de fantástico, com nomes que vão de Matheson a Barreiros, Tennyson a David Soares, deverão aproveitar agora. Mais tarde haverá uma edição em pdf para download, mas como é obvio, não terá a qualidade de uma edição em papel. Se a experiência correr bem, mais e melhores notícias se seguirão.

Roberto Mendes

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2 respostas a Entrevista com Nuno Fonseca sobre a nova Bang!

  1. nfonseca diz:

    A “gralha” referida quanto à data de publicação, não o sendo, foi como já é sabido de responsabilidade da gráfica. Embora tecnicamente possa ser algo discutível considerá-la como algo de verdadeiramente mau, o reparo é pertinente.

    Mas a falha na referência a “fanzine” e não “e-zine” relativamente à NOVA do Ricardo Loureiro, cujo número 3 editámos em conjunto, e a gralha (essa sim) “agor” aqui feita logo a seguir, bem explicíta que problemas toda a gente tem…🙂

    Entretanto espero que os conteúdos agradem, pois é para ser lida e apreciada que a Bang! foi posta à disposição dos leitores.

    um abraço,
    Nuno Fonseca

  2. igdrasil diz:

    Claro Nuno, a “Dagon” também tem algumas gralhas que só cacei depois de impressa, são questões formais e não materiais. Para mim o que mais interessa é a substância:)

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