Dagon II

É já tempo de fornecer algumas novidades sobre o número dois da Dagon. Sairá no final de Abril com mais e melhor ficção num total de sete contos de excelentes autores, portugueses e também internacionais. Será também criado um espaço dedicado à poesia. No que diz respeito aos artigos, tenho o prazer de anunciar que irei publicar um artigo cedido pelos herdeiros de Stanislaw Lem!

Mais novidades em breve…

Roberto Mendes

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16 respostas a Dagon II

  1. António A diz:

    Cedido por Stanislaw Lem? Como, se o homem morreu há anos.

    • igdrasil diz:

      Ora claro que não foi o Lem em Zombie:)

      Aqui fica:

      Dear Mr. Mendes,
      thank you for your e-mail. Stanislaw Lem’s heirs hereby grant the non-exclusive free license to publish the essay(…)

      Best regards,
      Wojciech Zemek, secretary

      ul. Narwik 66
      30-437 Krakow, Poland

    • igdrasil diz:

      Mas tem razão, resulta do texto algo que não queria…vou editar:)

  2. Luís R. diz:

    Isso é tudo muito bonito, mas o que realmente gostava de saber é: isto ainda é publicado por uma vanity press?

    • igdrasil diz:

      Olá Luís,

      Assinei quatro números com a edita-me. Mas posso tentar explicar algumas coisas? Eu percebo a tua indignação devido à antologia, eu mesmo fui contra a forma logo ab initio como tudo se processou e falei disso com os responsáveis da edita-me. Agora com a Dagon vou dizer-te como tudo se passou e continua a passar: Eu compenso todos os autores, tendo até agora chegado sempre a acordo com os mesmos através da oferta de exemplares. Questiono todos os autores sobre a forma como querem contratar e ouço todas as opiniões dos mesmos. Depois faço uma abordagem final, se os autores pretenderem assinamos contrato, se não passamos a um procedimento de cedência dos direitos de comercialização do trabalho, apenas por uma edição, que nem sequer são direitos exclusivos porque não o pretendo. Com os tradutores nem tenho pedido orçamento prévio, envio o que pretendo traduzir e peço apenas que me indiquem um valor justo, depois pago. Tudo de forma profissional, com recibos e tudo:). Nenhum direito é violado, ninguém fica prejudicado.
      Sou eu que faço tudo isto, sem qualquer interferência de linha editorial da editora.

      A mim a editora também não enganou, assinamos um contrato depois de um período de negociações. O contrato não prevê nenhuma forma de vanity press, não existe nada que me prejudique.

      Fizemos um primeiro número e ninguém foi enganado…não sei que mais te dizer. Percebo que consideres a editora uma vanity press, mas não com a Dagon!

      Quanto ao preço do primeiro número: foi alto, porque o serviço de gráfica também teve um peso altíssimo a acrescentar ao preço da tradução.

      Estamos agora a estudar com outra gráfica preços melhores.

      A distribuição falhou e por isso estamos a apostar muito forte agora.

      Que mais te posso dizer? Tem sido um trabalho limpo, que faço por puro amor à camisola, ao género. Não ganho nada com isso, aliás perco bastante tempo, tu sabes que não é fácil executar este tipo de projectos.
      A editora também tem tido um bom trabalho comigo…

      Se por acaso conseguires apontar algo à publicação da Dagon, agora ou no futuro e se tiveres razão serei eu mesmo publicamente que direi: sim senhor, o Luís tem razão.

      Mas enquanto eu fizer as coisas com o meu suor e o dos autores e depois me vierem acusar disto ou aquilo apenas por um passado que não me pertence, claro que me vai desgostar. Fora algumas poucas excepções, desde que entrei para esta realidade alternativa que é o fantástico português, tenho tido muito mais dissabores, chatices e tristezas que alegrias, especialmente com a forma como muitos se têm dirigido a mim.

      Por tudo isto te deixo aqui estas palavras, porque quero tudo transparente!

      Um abraço

      • Luís Rodrigues diz:

        “Não ganho nada com isso, aliás perco bastante tempo, tu sabes que não é fácil executar este tipo de projectos.”

        “Perdes” bastante tempo? Tens a certeza que essa é a palavra que queres realmente usar?

        Mas vamos ao que interessa.

        A minha objecção em relação à Dagon não diz respeito ao preço, nem à qualidade do trabalho que lá tens investido, nem a qualquer outra coisa senão este ponto:

        Associaste-te a uma empresa que subsiste da exploração dos seus autores através de métodos sobejamente documentados tanto em Portugal como no estrangeiro. As pessoas de que falas podem ser uma simpatia e ter as melhores intenções em mente, mas o que FAZEM é pouco ético e desrespeitoso para precisamente aqueles que dão alento à chamada “indústria literária”: os escritores.

        Ao defenderes e colaborares com vendedores de banha da cobra (sejam eles quais forem, neste país há bastantes), estás também a subscrever um modelo de negócio predicado na desonestidade. Pior do que isso, estás a aliciar escritores para enriquecerem o patrinómio e catálogo de uma estrutura precisamente desenhada para explorar os da sua classe.

        Afinal de contas, não é motivo de orgulho dares oportunidade à empresa de afirmar que publica Stanislaw Lem, como se tivesse o patrocínio do autor ou dos seus herdeiros, e captar leitores e escritores para encher os bolsos aos seus sócios.

        Porque o comportamento da empresa em relação à Dagon, apesar de o afirmares positivo, não pode ser divorciado do seu comportamento em relação aos restantes autores, os tais que têm de comprar, distribuir e vender exemplares daquilo que escreveram. Aqueles que, mais tarde ou mais cedo, acabam descobrindo que afinal estão a pagar a edição dos seus livros, e que são um pouco cidadãos de segunda categoria em contraste com os da Dagon.

        Quando a Harlequin anunciou a criação de uma chancela nos moldes de vanity press, achas que a SFWA, a MWA ou a RWA estiveram com meias medidas? Estas associações de escritores BOICOTARAM POR COMPLETO a empresa, um mega-império comercial e que até à data pagava a todos os seus autores:

        http://www.publishersweekly.com/article/415730-RWA_MWA_and_SFWA_Angered_by_Harlequin_s_New_Self_Publishing_Imprint.php

        Por isto tudo afirmo que deves ser incrivelmente ingénuo e casmurro apesar de todos os avisos, ou então és movido por segundas intenções atrás de uma fachada sonsa e choramingas. Qual delas será?

        Mas não interessa. O que interessa é que te trago boas novas. Se não gostas como algumas pessoas se referem a ti, há solução: Ou (1) a Edita-me muda radicalmente a sua forma de actuar no mercado português (passando a tratar TODOS os seus autores com honestidade, sem promessas falsas nem subterfúgios como os evidenciados na antologia de 2009), ou (2) largas de vez esses tipos, ou (3) fazes o que tens feito até agora e eu continuo a dar-te na cabeça e a tratar-te exactamente como mereces ser tratado.

  3. Sahaarak diz:

    Parece-me que andas a passar cheques que o teu corpo não pode pagar…

    Mas quem é este Luis Rodrigues para andar aqui a ameaçar dar “na cabeça” e a tratar mal o Igdrasil? Luisinho, na tua casa até és capaz de ser muito importante ( fora dela mais ninguém te atura e tenho pena dos teus familiares – a maioria sabe o que tem… ), mas aqui és uma mera opinião como qualquer outra. Reduz-te, portanto, á tua verdadeira dimensão, porque essa atitude de menino sabichão, presunçoso e mimado não te leva a lugar algum, pelo contrário, só faz com que as pessoas se riam de ti ( e não “contigo” – sempre foste choninhas, deves estar habituado? Ou isto é uma vingança pela tua infância? Nessa altura não se falava no bullying, coitadito..) e tenham pena de ti…
    Vê lá se não és tu quem leva na cabeçita, Luisinho..

  4. Anónimo diz:

    E como se não chegasse a bocas constantes de Luís Rodrigues, vêm estas belas bocas do Seixas:

    “O que é pena, pois a BANG! é uma revista imprescindível para qualquer pessoa que leve a sério o Fantástico em Portugal.”

    “Mais do que isso, é assumidamente a única revista portuguesa dedicada ao Fantástico, sobretudo depois de a esperança prometida pela Dagon se ter desvanecido com um número experimental verdadeiramente medíocre e o subsequente desaparecimento nos esconsos de uma vanity press.”

    (Post completo aqui)

    A primeira frase, especialmente, é de chorar a rir. Na Bang! o pouco conteúdo que interessa é a tradução de contos estrangeiros. A produção nacional, das resenhas e ensaios aos contos, não passam de fontes de pretensiosismo inútil. O que é essencial é que qualquer pessoa com interesse no fantástico não leia a bang!, isso sim, para não ficar com ideias erradas do tipo de produção que se faz em Portugal na área do fantástico.
    Eu preferia queimar o meu dinheiro a contribuir com um tostão que seja para o sucesso da sde e da cambada que lá anda à volta (incluindo, e talvez especialmene, o Seixas).

    E o resto da malta que me diga, já não era altura desta gentinha (para não ser gentalha) cortar os pulsos e deixar de desperdiçar o oxigénio das pessoas decentes?

  5. Anónimo diz:

    Aliás, já era altura de se começar a organizar um boicote aos livros da sde, pelo menos aos livros escritos e organizados por esta gentinha, a ver se no processo começam a desenvolver neurónios e, com um bocado de sorte, formar um cérebro.

  6. Caro Anónimo.

    Quanto ao seu dilema lexical, permita-me uma sugestão. A esses indivíduos que tanto abomina, e identifica, deverá tratá-los por gentinha. Gentalha deverá antes reservar para os que se mantiverem anónimos.

    Espero que a sugestão seja de serventia. E, já agora, agradecia a bondade de, quando seguir o seu próprio conselho e cortar os pulsos, não sujar o chão.

    Cumprimentos,
    Rogério

  7. Creio que devíamos adoptar uma política de só aceitar comentários de utilizadores registados.

    Sempre me incomodaram os anónimos, embora também tenha sido apanhado de surpresa pelos comentários do João Seixas que, a avaliar pelo último comentário a que respondi no seu blogue, nem se deu ao trabalho de ler a “Dagon” antes de os emitir.

    Eu podia descer àquele nível realçando que a qualidade do papel e da impressão dos últimos lançamentos da SdE deixam muito a desejar quando comparados com os anteriores, típico dos monopólios talvez?

    Como ‘outsider’ não compreendo muito bem o meio Fantástico português, ou todos os nossos autores são uma bela merda ou os críticos são exigentes demais, das duas uma.

    • Flávio, onde raio vês tu o “monopólio”?!

      Abraço,
      Rogério

      PS: Ah, eu prefiro ter comentários anónimos, por 2 razões: 1) não os faço, o que me permite uma grande margem de manobra ao lhes responder, 2) para a minha faceta de escritor é sem bom saber que nunca um personagem que criar vai conseguir ser mais ridículo que alguns dos “personagens” reais😉

  8. Joel Puga diz:

    Eu já estou como diz o outro, leiam o que vos apetece, escrevam os que vos apetece, tomem apenas em conta as críticas de quem vos apetece. Ao fim e ao cabo, estas discussões nunca adiantaram de nada e não.

  9. Bom, com excepção das obras do Filipe Faria no campo da fantasia e do fantástico só me ocorre a existência da SdE quando compro alguma, só agora lhes noto alguma concorrência.

    Aliás, noto-o claramente mais pelas capas, dado que a concorrência agora adoptou um estilo que inicialmente só me recordo de ver na SdE, mas no campo do fantástico considero-a praticamente como um monopólio, quer pelo destaque que vai conseguindo ter na imprensa quer pela aversão ou paixão com que os colaboradores desta se opõem a novidades fora do âmbito desta, mas pode ser problema dos colaboradores e não propriamente da política editorial. Normalmente os monopólios são hostis para com o surgimento de possíveis focos de concorrência ou de radicais livres que não necessitam da sua aprovação formal para existirem.

    Nos últimos meses tenho notado a existência da Gailivro, mas por paixões políticas que tenho tido alguma dificuldade em abandonar, não compro obra alguma do Grupo Leya…

  10. A respeito do meu comentário 4 comentários acima acerca do Seixas não ter lido a Dagon, fica sem efeito. A crítica dele referia-se ao número zero da revista.

  11. Como está isto a andar? Não haverá distribuição em coimbra?😛

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