Halley…

Não é mais um livro; é o livro que esperou um século para ser escrito.

Investigação singular para um acontecimento singular, reveladora da nossa vulnerabilidade

face ao Espaço cósmico, esta obra revela às presentes gerações de que modo os nossos medos

ancestrais determinam os nossos comportamentos extremos quando está em causa a sobrevivência.

Em 1910 com no futuro.

O Círculo de Leitores e a Temas e Debates têm o prazer vos convidar para apresentação

do livro Halley-O Cometa da República, da autoria de Joaquim Fernandes,

que se realiza no dia 18 de Maio, às 18.30 horas, na Livraria Bertrand, na Rua Garrett, 73-75, (no Chiado).

O livro será apresentado por Joaquim Vieira, director do Observatório de Imprensa,

e Rui Agostinho, director do Observatório Astronómico de Lisboa.

Da contra-capa da obra:

O pânico da passagem do

cometa de Halley em Portugal

Celebrando-se em 2010 o Centenário da instauração da República em Portugal, decorre também um século sobre o maior evento de medo colectivo vivido pela população portuguesa no decurso da sua História.

São expostos os nexos e fortuitas relações – acasos e coincidências  inscritos na história da Astronomia – entre ambos os acontecimentos ocorridos nesse mesmo  ano: cerca de cinco meses depois da sua passagem próxima da Terra, em Maio, o cometa de Halley viria a ser lembrado como uma espécie de mensageiro, anunciador da primeira mudança de regime político em Portugal desde a fundação da nacionalidade.

Por tal motivo, o mais popular cometa da História humana pode ser etiquetado pelo inconsciente colectivo nacional como “o cometa da República”.

Muitos dos temas que emergiram na sociedade portuguesa, a pretexto da aproximação do tão temido cometa, foram usados como arma ideológica pelos republicanos contra os suportes sociais, mentais e religiosos da Monarquia.

As fragilidades mentais do Portugal profundo, inseguro e supersticioso, vieram ao de cima, em todo o seu esplendor trágico e cómico. Como nos grandes dramas clássicos ou da antecipação científica, a sociedade portuguesa viveu, de facto, o transe de uma noite de “fim do mundo” !

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