Opinião: O Escolhido de Samuel Pimenta

O Escolhido
Samuel Pimenta

Editora: Planeta Editora

Sinopse: Um jovem com o destino traçado… Duas mortes numa fria noite em Lisboa provoca a luta contra as forças do Mal…
Criadas pela lendária Deusa, Seis Chaves de Cristal com um poder avassalador e segredos ocultos só serão descobertos pel’O Escolhido. Muito se aguardou pelo seu nascimento e uma ordem secreta zela pela sua integridade agora que o seu tempo chegou…
Num mundo de magia, mistérios e perigos iniciamos uma aventura por Lisboa, Paris e o Mar do Norte, numa junção entre o Mundo dos Humanus e o Mundo Incantatus, onde se reúnem fantasia e horror, Bem e Mal, magia, feitiçaria, elfos, anões, gigantes, trux, lobisomens, trolls… embrenhando-nos numa trama verdadeiramente fantástica.
Uma luta sem tréguas contra as forças do Mal…

Opinião: O Escolhido, livro que Samuel Pimenta idealizou aos 15 anos e aos 17 anos já tinha escrito, foi uma boa surpresa para mim. Este foi o seu primeiro livro lançado e, tendo em conta a idade com que escreveu, revelou uma manipulação da escrita muito boa. O livro está bem escrito, bem pontuado, não há mesmo uma única coisa a apontar à forma como o autor escreve.

Quanto à história em si, O Escolhido fala-nos de um rapaz que está prestes a fazer 18 anos e que não imagina o que o espera. Num mundo em que o bem e o mal estão em pausa na sua guerra, em que temos criaturas nunca antes imaginadas, sou da opinião que o Samuel construiu um mundo bastante sólido, coeso e coerente. Incantatus, o mundo mágico, está super engraçado e divertido.

Logo no Prólogo, o autor consegue prender-nos à leitura. Ficamos imensamente curiosos sobre o que irá acontecer a seguir e vamos lendo sempre à descoberta de qual será o destino d’O Escolhido. Mas passadas algumas páginas, mais para meio do livro, a acção torna-se um pouco rotineira, o que pode quebrar um pouco a leitura. Claro que vamos conhecendo melhor as personagens e durante essas páginas vão sendo criados alguns mistérios, mas sente-se a falta de acontecimentos que nos deixem ansiosos pela página seguinte como no início e depois nas últimas cento e tal páginas do livro que também são viciantes.

Dada a idade do autor quando este escreveu o livro, não é de admirar que algumas falas pareçam um pouco infantis, principalmente no que toca aos adultos da trama. No entanto, é também essa infantilidade que marca a inocência de algumas personagens e a forma como vão aprendendo a lidar com as dificuldades da vida. Foi algo de que gostei muito neste livro, o facto de o autor ilustrar tantas situações do nosso dia-a-dia nas personagens. Sentimentos que por vezes não sabemos como lidar, amizades que atravessam altos e baixos, a luta pela união dos seres… Ou seja, o Samuel num livro de fantasia, para além de todo o enredo fantástico consegue ir abordando valores que são importantes para os nossos jovens. E dado que é um livro para jovens, não podia ter gostado mais deste facto.

O Escolhido, é então um primeiro livro da trilogia das Seis Chaves de Cristal, onde o mundo onde a acção se passa é construído, e onde as acções fundamentais para ele finalmente as começar a encontrar, são despoletadas.

Um autor a manter debaixo de olho que tem um enorme talento e que tão jovem, já escreve tão bem.

Recomendo o livro a todos os jovens que gostem de aventura e fantasia.

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10 respostas a Opinião: O Escolhido de Samuel Pimenta

  1. Jeremias Cardoso diz:

    Não tenho por hábito comentar em blogs, mas como leitor do género começo a ficar um bocado farto destas «críticas» e «opiniões».

    > O Escolhido, livro que Samuel Pimenta idealizou aos 15 anos e aos 17 anos já tinha escrito, foi uma boa surpresa para mim. Este foi o seu primeiro livro lançado e, tendo em conta a idade com que escreveu, revelou uma manipulação da escrita muito boa. O livro está bem escrito, bem pontuado, não há mesmo uma única coisa a apontar à forma como o autor escreve.

    Olhemos então para o parágrafo primeiro do livro:

    > A profecia… Todos a conheciam, todos a veneravam, todos a queriam… Guerras, mortes, fome, tudo se fez para o Escolhido ser encontrado, tudo se fez para as Seis Chaves de Cristal serem tomadas… Haviam sido mandadas construir pela lendária Rainha-Deusa, Alexandria Sá do Jeq.

    Estará mesmo bem escrito? Será que o autor conhece, por exemplo, a definição da palavra «construir»? A menos que as chaves sejam máquinas ou edifícios, não se constroem. Por falar em construção, no parágrafo seguinte «foram erguidos vulcões», mas não diz como nem por quem.

    Volto a perguntar: Não haverá uma única coisa a apontar à forma como o autor escreve? Nem uma?

    Se a Morrighan deve favores ao Samuel Pimenta ou cumpre interesses ulteriores com este tipo de encómios, mais vale declará-los. Não nos faça é passar por parvos.

  2. Morrighan diz:

    Olá Jeremias,

    Não devo favores a ninguém.

    Talvez a minha expressão do não haver nada a apontar tenho sido menos feliz, porque realmente há sempre algo a apontar.

    A minha intenção não é fazer seja quem for passar por parvo.

    Obrigado pela sua opinião, apenas agradeço que não faça insinuações infundadas. E não ando a cumprir interesses de espécie nenhuma. Leio os livros e comento-os. Ponto. Vir para aqui dizer essas coisas não lhe fica bem porque nem sequer tem provas de seja o que for.

  3. Rui S. diz:

    @Jeremias Cardoso

    No meu dicionário vem assim:

    construir (u-í)
    (latim construo, -ere, amontoar, empilhar, construir, elevar)
    v. tr.
    1. Reunir e dispor metodicamente as partes de um todo.
    2. Edificar.
    3. Proceder à construção de vias-férreas, estradas, pontes, etc.
    4. Dispor; organizar.
    5. Geom. Proceder à construção de uma figura.
    v. pron.
    6. Gram. Exigir.

    Acho que reunir e dispor metodicamente as partes de um todo ou organizar ou até proceder à construção de uma figura encaixam no texto, mesmo que não seja a melhor palavra, de facto.

    No entanto, se bem conheço as críticas da Morrighan, ela elogia o livro como um todo e tenta sempre puxar os autores portugueses para cima, o que é de louvar. Se há coisas a apontar? Claro que há. Há sempre. Até os “melhores” dão erros.

    Ah e não me parece que precise de ajuda para se passar por parvo, já o faz bastante bem por sua própria iniciativa.

    Cumprimentos.

    • Ariana diz:

      Não sei até que ponto todos os escritores terão de ser eximios gramáticos ou linguistas. Uma coisa eu sei: é suposto que os livros sejam revistos por alguem das editoras. Acontece que muitos revisores/tradutores da nossa praça não têm qualificações para tal – não basta vestir de certa e determinada maneira e frequentarem os sítios in para o serem! Mas cagança não lhes falta! A culpa é do Samuel? Ou dessa gente que não faz o seu trabalho?

      PS: Certos vicios de escrita deviam ser apagados dos comentários de alguns “comentadores”. Assim mantinham o pretendido anonimato.😉

  4. Jeremias Cardoso diz:

    > Ah e não me parece que precise de ajuda para se passar por parvo, já o faz bastante bem por sua própria iniciativa.

    É verdade, e reconheço o monumental barrete que enfiei quando comprei este livro do Samuel Pimenta. Stupid me…

  5. Pingback: Esta semana (26.06.2010) « Rascunhos

  6. guida diz:

    Não sou ainda muito entendida em responder neste mundo virtual mas hoje ao ver na tv o Samuel Pimenta despertou-me a curiosidade sobre o livro e vim pesquisar tenho três filhos de 16 /20 / 21, decerto que vão gostar de ler o livro,eles são devoradores de livros e será a próxima coisa que lhe darei.

  7. guida diz:

    Parabens ao jovem autor independentemente de estar bem escrito ou não(coisa que não posso comentar porque ainda não li)é de dar o encentivo a este jovem que se dedica a fazer algo que o faz feliz e não anda por ai……como certos jovens que nada fazem na vida Todo o jovem que se dedica a fazer algo de util merece o meu maior respeito. Continua jovem Samuel e sê feliz acima de tudo,vou oferecer aos meus filhos o teu livro depois te direi a opinião deles FELICIDADES

  8. Fátima diz:

    Comprei o livro para as minhas filhas, mas por curiosidade e porque devoro livros li o livro e gostei. Estou à espera do próximo.
    Parabens ao jovem autor.

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