Fusão do “Conto Fantástico” com a “Dagon”

Temos novidades. Se são boas ou más, caberá ao leitor decidir. Pela nossa parte pensamos que, dentro das circunstâncias actuais, se tratam de boas notícias.

Rescindi recentemente o contrato com a Edita-me, para a publicação da “Dagon”. A editora Antagonista mostrou-se muito interessada em poder editar a revista, introduzindo alterações que visam sobretudo o aumento de interesse das participações e da quantidade de páginas.

A “Dagon” passará a denominar-se “Dagon – FC&F”, continuará a ser trimestral e contará com uma novidade: o Jornal “Conto Fantástico” impresso nas suas costas, com conteúdo aumentado proporcionalmente (terá o conteúdo referente a 3 edições), seguindo o mesmo trilho que lhe foi destinado ao início, a mesma filosofia. À semelhança com os volumes da colecção “MIR” da Editora Antagonista, o jornal e a revista serão “Ace Doubles”, sem qualquer tipo de preponderância de nenhuma das partes.

O Facto de serem impressos em conjunto não trará uma mudança de filosofia individual de cada projecto, sendo que o “Conto Fantástico” continuará a publicar apenas autores de língua portuguesa, enquanto que a “Dagon FC&F”  passará a publicar mais autores internacionais premiados, apresentando neste primeiro número ficção curta de dois dos finalistas dos prémios Nébula, James Patrick Kelly e Kij Johnson (a vencedora), entre outros nomes de peso. Não descuraremos a ficção curta nacional, bem como artigos, poesia e entrevistas, entre outras coisas. Virando o exemplar, teremos o Jornal “Conto Fantástico”, desta vez com cinco contos, artigos e duas entrevistas.
Com a distribuição assegurada através de um circuito alternativo e pelas lojas mais convencionais como a rede Fnac, pretende-se reunir o fantástico nacional e internacional, apresentando trimestralmente cerca de 16 contos, 7 artigos, cinco entrevistas, poesia, arte gráfica e resenhas.

Roberto Mendes e Antagonista Editora!

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27 respostas a Fusão do “Conto Fantástico” com a “Dagon”

  1. Acho uma excelente ideia e junta-se o útil ao agradável.
    Força e que tudo corra bem.

  2. leski diz:

    Mas a Dagon 3 sairá no formato das anteriores? Tinha interesse nos artigos e entrevistas aos escritores.

  3. Caro Roberto,

    a fusão parece-me uma boa notícia. 🙂

    Só uma questão: qual o preço previsto para essa dupla edição.

  4. Sim, um dos atractivos da Conto Fantástico era o preço.

    Já agora, esse desenho não era a da capa da revista do mês Agosto? Realmente fui à FNAC de Lisboa e encontrei a 1ª, mas não a segunda. Foi adiada ou terei de encomendar pelo site da antagonista

    • igdrasil diz:

      O jornal de mês de Agosto bem como a Dagon de Julho foram adiados e terão o seu conteúdo publicado neste volume. O Flávio já respondeu à questão do preço, mas acrescento ainda que nos seria impossível manter o conto fantástico com aquele preço todos os meses e que além de esta ser uma edição semelhante a um livro iremos apostar em autores premiados, com textos importantes na FC e fantástico internacional e nacional.

  5. Tentaremos não ultrapassar os 12€ (recordo que se trata de um volume equivalente a um livro, temos prevista uma paginação de 150 a 200 páginas por volume).

    Isto nas lojas (FNAC e etc.), uma vez que estamos a pensar efectuar um desconto de 50% a quem encomendar directamente à editora.

    Em Portugal é extremamente raro os leitores encomendarem directamente às editoras, o desconto servirá como incentivo, e metade do preço parece-nos um incentivo MUITO cativante…

    Portanto, quem encomendar directamente à editora (ou efectuar uma assinatura) é bem provável que compre a revista a 5/6€.

    Os preços não são finais, dependem de vários factores (por exemplo se as lojas quererão uma maior fatia, se o governo mantém a política de custos de envio residuais para os livros e da gráfica não actualizar já os seus preços) mas são o ‘tecto’ que queremos.

  6. Joel Puga diz:

    As guidelines das revistas neste novo formato mantêm-se ou há espaço para material mais longo?

    Btw, finalmente encomendei o Conto Fantástico 1 e 2. Para a semana espero já poder dar uma opinião sobre ele.

  7. Roberto,

    Eu detesto ser a “melga de serviço”, mas, por curiosidade, tu discutiste esse desconto com o editor?! Custa-me a acreditar!

    (ainda não fechei a boca de espanto!)

    Um abraço,
    Rogério

    • igdrasil diz:

      Obrigado pela preocupação, realmente tenho de reler o DL, tinha a ideia que apenas os retalhistas não podiam, antes de passarem 18 meses ou em condições especiais como feiras do livro, praticar descontos, teriam de praticar 90 ou 100% do preço fixado pelo editor. Não qualifiquei a editora como retalhista, mas pode ser erro meu. Não é a minha área de interesse e de trabalho, mas basta-me reler. Mas obrigado pelo aviso.

      Se assim for chegar-se-á a uma boa solução para todos. Não faremos, claro, nada ilegal.

  8. oops, desculpem, como tinha acabado de ver o mesmo escrito pelo Roberto no BBDE, nem reparei que aqui tinha sido comunicado pelo Flávio!

    Flávio, sabes que esse desconto, segundo a lei portuguesa, é ilegal?!

    Um abraço,
    Rogério

  9. Nuno Almeida diz:

    Após esta fusão onde me posso dirigir se quiser submeter um conto para publicação na(s) revista(s)?

  10. Realmente, uma editora fundada por um libertário e um marxista tem tendência a esquecer que Portugal não é uma democracia, é um regime capitalista.

    Logo, por lei, só há desconto de 10%.

  11. Nuno Almeida diz:

    Não é o meu campo portanto o que vou dizer pode estar errado, mas tanto quanto sei a lei apenas se aplica a retalhistas, não à editora, o que nem faria muito sentido pois essa lei existe apenas para combater o poderio das grandes cadeias de livrarias que, ao terem condições para praticar descontos maiores que as pequenas livrarias independentes, eclipsariam estas. Resumindo, o objectivo da lei é limitar a concorrência entre livrarias, não tem nada a ver com as próprias editoras.

  12. Infelizmente uma das cláusulas da lei equipara a editora a uma retalhista, quando esta faz vendas directas… estou chocado e desolado, acreditem ou não (o mercado editorial não gosta que se diga isto, mas nunca fui lá muito politicamente correcto) mesmo com um desconto de 50% as editoras ganhariam mais vendendo directamente do que com as vendas em lojas (as lojas e o distribuidor ficam com 65% a 70% do preço do livro).

    Já se entende porque razão o livro, em Portugal, é quase um artigo de luxo… 65% a 70% para loja e distribuição, 10% (em média) para o autor, o restante tem que cobrir forçosamente as traduções, divulgação, impressão e paginação… ah, e os ordenados das editoras. “Do the math”…

  13. Esqueci-me da fatia do governo: 6% de IVA.

  14. Independentemente se poder ser vendida ou não com 50% de desconto, se aparecer a 12 euros de preço de capa, não deve passar dos dois primeiros números neste formato. Independentemente da qualidade, este preço é muito elevado para o nosso mercado. Espero que seja possível uma solução que contorne estes preços.

  15. As revistas literárias, académicas e para-académicas (como a “Revista de Geopolítica” ou a “Nova Águia”) têm este número de páginas e preços… algumas, como a “Nação & Defesa”, são mais baratos devido aos patrocínio que recebem do Estado.

    O preço será o mínimo possível, vamos enviar tabelas de publicidade para umas quantas entidades, poderá ser a solução para a baixa de preço. Fora isso, excepto se fizermos SÓ venda directa (como a Edita-Me) e nos nossos pontos de venda alternativos (que são poucos) será difícil, mesmo que lucrando somente 1€, baixar muito mais o preço…

    O mais “hilariante”, digamos assim, é que somente 9 meses após a colocação da revista nas lojas em Outubro saberemos se vendeu bem ou não (ou seja, precisamente quando estivermos já a distribuir o número 3).

  16. A ideia parece interessante, mas realmente o preço (a menos que o tal desconto por compra no editor siga em frente) parece um pouco exorbitante. O que não quer dizer que não vá comprar, pois a verdade é que se tiver 16 contos +extras, equipara-se quase a uma antologia e por isso o valor nem é “demasiado”.
    Mas claro que só depois de ver o “1º” exemplar poderemos saber se vale ou não a pena.

  17. A questão não é a qualidade, o número de trabalhos publicados, é mesmo o preço. Uma revista com este custo é seguramente um problema. Eu compraria uma revista a este preço, mas as revistas não sobrevivem porque uma mão cheia de fãs esquece o preço.

    Convém não esquecer o caso da Ficções que acabou por morrer e o que mais contribuiu foi certamente o aumento progressivo de preço.

    Assim o que menos quero é que tal aconteça com este projecto.

  18. Conseguimos encontrar um “buraco” na lei, as editoras não podem fazer descontos… mas podem fazer ofertas. Várias revistas fazem-no, por exemplo: “Assine um ano e oferecemos-lhe 2 números”.

    Mas é uma tragi-comédia isto… a única solução passaria por só vender a revista por via directa e nas 5 lojas com que trabalhamos em todo o país… mas os leitores estão habituados, no mínimo dos mínimos, a comprar o que querem nas FNAC.

    Para efeitos práticos: trata-se de um livro com 150 a 200 páginas, formato 21cm por 15cm (um pouco maior que o nosso formato padrão). Outra hipótese é… a publicidade. Coisa que só podemos ter se a revista estiver nas lojas, mas que pode viabilizar ainda mais o projecto, se a colocarmos pontualmente a cada 3 meses nas lojas, sendo a única revista (para já) do género em circulação comercial, é normal que grupos como a Babel, a Porto Editora ou a Leya acabem por publicitar os seus livros na revista.

    Não é assim tão impossível, a nossa revista para-académica (“Finis Mundi”) já inclui publicidade, temos uma lista de potenciais clientes e tabelas prontas a enviar junto com o primeiro número para ainda mais departamentos comerciais de várias empresas e entidades oficiais.

    O desconto de 50% parecia-me um incentivo ideal para “disciplinar” os leitores a encomendarem directamente, pela Internet, às editoras… macacos me mordam se não vou organizar um abaixo assinado para a revisão da lei.

    O mais absurdo é só podermos baixar os preços dos livros, UM ANO E MEIO depois da sua edição, os livros actualmente é raríssimo estarem nas lojas mais que 3 meses, a lei encontra-se desadequada ao mercado…

  19. Flávio e Roberto,

    então, porque não fazerem como certas revistas (ex. National Geographic portuguesa) que on-line (através do site) dá um desconto de 50% sobre o preço de capa, na assinatura anual.

  20. Seja qual for a solução, o importante é que viabilize a revista.

  21. Bom, eu ainda gostava de avançar com um abaixo assinado e uma manifestação em frente à Assembleia da República🙂 nem que fosse para alterarem a lei de 18 meses para 6 meses, ou até menos, que é o tempo de vida útil real dos livros nas livrarias.

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