Esclarecimento

Isto foi escrito por um anónimo a respeito do meu post “Debunking Stephenie Meyer”:

 

“Sou só eu que acho que o post a seguir a este devia ser apagado? Quer dizer, um post daquele teor com os comentários desligados é inadmissível. Além disso, desvirtuar todo o blog. O Correio do Fantástico é dos poucos sítios na net em português que se fala de fantástico de forma descontraída sem laivos de intelectualidade, academismo e discursos arrogantes por quem se acha no direito de dizer aos outros o que e como ler. Se quisesse ler posts destes bastava-me ir ao blog do Soares ou do LFS. Se este blog continuar neste caminho, vou deixar de o ler, sem dúvidas. De idiotas arrogantes já estou eu farto.”

 

Já estava a estranhar que não surgisse uma prima donna… Vamos lá então a ver se consigo descer do meu patamar de “intelectualidade”, “academismo” e “arrogância” para me explicar melhor. Em primeiro lugar, os tempos da censura já lá vão e apagar artigos de opinião incómodos para determinadas pessoas ou grupos é uma prática que caiu em desuso nos países democráticos e civilizados. Perante a saudade de tais “virtudes”, aconselho uma longa estadia, por exemplo, na Coreia do Norte onde o anónimo poderá desfrutar descontraidamente dos benefícios do pensamento único. As referências ao Soares (presumo que não seja o Mário!) e ao LFS (que, afinal, até é colaborador deste blog) são injustificadas, deselegantes e reveladoras da falta de formação do referido e incógnito autor do comentário. Se era a mim que visava, qual a razão de disparar em tantas direcções? Além do mais, revelam o espírito “divisionista” que mantém o Fantástico português num limbo pútrido de guerrinhas pessoais. Para tornar ainda tudo pior, o anónimo apelida este blog de “descontraído”em oposição aos “intelectuais”! Obrigado, caro anónimo! Que belo tiro nos pés! Hey! Eu adoro uma boa “guerra” mas também a acho desnecessária, quando não encontro razões a travar.

Ou será que a oculta razão deste comentário é separar os espartanos dos arcadianos? I wonder.

 

“De arrogantes já estou eu farto” Será uma autocrítica? É um bom começo!

 

 Já escrevi inúmeros textos sobre Meyer e mantenho as minhas posições. São opiniões fundamentadas que, pelos vistos, o anónimo não teve arte ou engenho para rebater, limitando-a a recorrer à mais básica das refutações – a birra! Aliás, já tinham colocado aqui um outro artigo de opinião da minha autoria sobre o mesmo assunto e, mais uma vez, ninguém rebateu os meus argumentos. Porque será? Respeito argumentos válidos e fundamentados, mesmo que esbarrem frontalmente com os meus. Não posso é respeitar choraminguices…

 

Não esperem que eu vá mentir para agradar a A ou B, para ser boa compincha ou porreiraça. Esqueçam isso! Isso é uma forma de traição, de engano!

 

Quando fui convidada para este blog, tive o cuidado de avisar o Roberto para o facto de não ir assumir uma postura confortável ou pacífica. Isso seria ser falsa e cínica. Posso ter vários defeitos, mas esse ainda consigo evitar. Entre ser cordeiro e lobo, prefiro a segunda hipótese…

Nota ( read my lips ): nunca farei nada que possa desvirtuar este blog, os seus colaboradores ou o seu mentor. Sei bem quais são as virtudes deste lugar. E lutarei por essas virtudes. Só não me digam como o fazer!

 

“What do you want to achieve or avoid? The answers to this question are objectives. How will you go about achieving your desire results? “

William E Rothschild

 

Nota a um comentário ( 18-9 ): Se eu tenho direito a um tom de feliz excitação por algo de que gosto, porque terei de manter um tom “neutro” perante aquilo de que não gosto? Essa dualidade de critérios não será uma falácia? (1) Não me vejo a discutir um determinado assunto num tom “neutro”, a menos que seja algo que não seja minimamente do meu interesse e, mesmo nessa situação, o decoro e o respeito pela inteligência do meu interlocutor obriga-me a ir um pouco além dos “sim, sim”, “pois, pois”, “uhm”, etc.

Neutrality is at times a graver sin than belligerence.
Louis D. Brandeis

(1) Na opinião do Dr. Iran P. Moreira Necho, a “…oratória sofreu severamente após a ascensão latina, vez que a fala em público somente se desenvolve em ambientes onde o debate é livre. Logo, dentro do regime romano, em que a essência do homem comum era viver em função do Estado (e não debatê-lo), a oratória, rapidamente, transformou-se em mero compêndio de técnicas para falar “bonito”, ainda que sem contéudo algum (preferencialmente sem conteúdo, uma vez que este pressupõe crítica…)…”.

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7 respostas a Esclarecimento

  1. Thanatos diz:

    Ora bem! Sempre respeitei quem chama os bois pelos nomes e quem tem frontalidade. Mas fiquei sem saber porque é que afinal os comentários estavam «desligados».

    Thanatos (assinatura de net)
    Ricardo Loureiro (assinatura civil)

    • igdrasil diz:

      Ricardo,

      Quando abri o blog nesse dia encontrei os comentários desligados e uma grande “resistência” do wordpress em resolver o assunto. Terá sido um problema, pois aqui sempre deixámos espaço aos comentários, e só assim fará sentido manter um blog deste tipo:)

      Temos de nos encontrar de novo para discutir duas ideias que tenh

      Abraço,

      Roberto

  2. Em toda a sinceridade, não tenho nada contra o que foi dito no post anterior (sobre a dita saga), mas acho que não havia necessidade absolutamente nenhuma de dar tanta “propaganda” a um comentário. Bastaria responder ao mesmo no próprio comentário.
    Não acho que haja necessidade para tudo isto.
    Cada um é livre de dar as suas opiniões, mas para quê estes exageros. Querem pisar-se uns aos outros, é isso?
    Volto a dizer … desnecessário!

  3. Joel Puga diz:

    Mais uma vez, fico com a sensação que o comentário se dirige mais ao tom da opinião que ao conteúdo (que, como a autora bem diz, é +- objectiva e irrefutável).
    Alias, e um equivoco comum no meio do fantástico português, por coincidência (ou não) perpetrado frequentemente pelos nomes que o anónimo mencionou, e mais uns outros.
    E agora pergunto eu, será que todas as vezes que este equivoco ocorre é inocente, como parece ser neste caso, ou haverá má fé?

    • Adeselna diz:

      Também achei um pouco desnecessária não tanto por causa da acusação, mas por causa do tom escolhido:

      “Vamos lá então a ver se consigo descer do meu patamar de “intelectualidade”, “academismo” e “arrogância” para me explicar melhor.”

      Se queremos ser respeitados, acho que escusamos usarmos este tom. Aliás quando li o dito post também me perguntei qual seria a razão pela qual os posts estariam desactivados. Confirmou-se que foi um problema do sistema. O sr. Anónimo achou que os post estavam desactivados porque a autora do post não queria uma discussão e como tal manifestou-se, na qual o Roberto respondeu com toda a educação e penso que o sr. Anónimo compreendeu o que lhe foi dito.

      Também não gosto da S. Meyer, mas acho que somos mais descredibilizados quando o nosso ódio transparece e por muita razão que tenhamos o leitor fica sempre com a impressão que é pessoal. Por isso quando discuto sobre S. Meyer ou obras que não gostei tem de se manter um tom neutro em vez de “odeio, detesto, não gosto de X”, podemos dizer “A prosa de X encontra-se com alguns erros básicos” e depois enumera-se.

      A S. Meyer tem tantos admiradores, como haters, mas uma coisa temos de admitir ela não é burra nenhuma e apesar de escrever com chouriços, meteu muita gente que não lia nada, a ler os seus livros.

      Penso que escusamos bater no ceguinho, daqui a uma década, ninguém vai saber quem foi a S. Meyer, ela nunca vai aparecer em livros escolares, nem vão fazer teses literárias com as obras que ela escreveu. É como Nicholas Sparks, há milhões que lêem, mas é tudo vira o disco e toca o mesmo. Escusamos de mostrar ódio, se não vem adicionar nada de novo.

  4. A Stephanie Meyer é como os Morangos com Açúcar, versão vampiros: o juventude actual encontra-se tão intelectualmente debilitada que aquilo passa como uma grande coisa.

    É o sinal dos tempos, gostava eu de acreditar que daqui a uma década já ninguém se recorda de tal coisa, mas uma prevejo que daqui a uma década se calhar ainda é eleita senadora ou governadora pelo círculo republicano de Salt Lake City. Existem tantos bons autores mórmones, mas enfim…

    Vejam o filme “Idiocracy”, mais que o nosso futuro: já é boa parte do nosso presente.

  5. Fui ver o post em causa esperançoso de encontrar o post do tal anónimo. Nada encontrei. A minha dúvida é qual o seu teor integral e onde se encontra afinal?

    Desde sempre defendi e defendo que os blogs devem aceitar comentários e sem censura (aquilo que alguns chamam moderação) e depois lidar com eles da forma que acharem mais conveniente, isto claro, excluindo qualquer tipo de censura.

    O Roberto sempre optou por esta solução. Espero que assim continue e não enverede por caminhos que alguns que por aqui andam já trilharam.

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