Opinião: “Leviatã” de Scott Westerfeld

Leviatã
Scott Westerfeld

Editora: Vogais/Booksmile

Sinopse: À beira da I Guerra Mundial, os países começam a preparar-se. Enquanto os austro-húngaros e os germânicos possuem máquinas de ferro a vapor munidas de armas (clankers), os darwinistas britânicos preparam as suas bestas resultantes do cruzamento de vários animais. O Leviatã é uma baleia-dirigível e o animal mais imponente que se pode ver nos céus da Europa.
Alek (Alekxander Ferdinand), príncipe do império Austro-Húngaro, está em fuga depois do seu próprio povo lhe ter virado as costas.
Tudo o que tem é um marchador (uma máquina de guerra), com uma tripulação que lhe é leal. Deryn (Deryn Sharp) é do povo, uma britânica disfarçada de rapaz que se alista na Força Aérea para lutar pela sua causa – enquanto tenta proteger o seu segredo a todo o custo. No auge da guerra, os caminhos de Alek e Deryn acabam por se cruzar a bordo do Leviatã. São inimigos com tudo a perder, mas na verdade estão destinados a viver juntos uma aventura que vai mudar a vida de ambos para sempre.

Opinião: Estreei-me com a trilogia Midnighters, avancei para a série Uglies e eis que chega até mim o tão esperado Leviatã! Tem sido um crescendo de interesse por este autor e pelas suas obras e tenho que dizer que esta sua obra prendeu-me desde o início. Nunca tinha lido um livro inserido no género steampunk e fiquei completamente rendida à imaginação de Westerfeld.

As obras inseridas neste género literário são obras cuja acção se passa num universo alternativo, anterior ao da história humana, no qual os paradigmas tecnológicos modernos aconteceram mais cedo do que na história real, alcançados com a ciência disponível na época, como computadores de madeira e aviões movidos a vapor. O steampunk mostra uma realidade espaço-temporal na qual a tecnologia mecânica a vapor teria evoluído até níveis impossíveis (ou improváveis) como automóveis, aviões e até mesmo robôts movidos a vapor.

Em Leviatã remontamos ao tempo da 1ª Guerra Mundial, em que de um lado temos clankers, cujas ferramentas são máquinas, e do outro lado darwinistas, cujas ferramentas são seres construídos através da manipulação de ADN de vários seres criando outros.
Temos um principe foragido, Alek, que se vê envolto numa trama política demasiado complexa envolvendo o assassinato dos seus pais e temos uma rapariga fora do comum que quer ser um soldado e faz-se passar por rapaz para tal, a Deryn.

Num tempo passado, mas ao mesmo tempo futurista, somos presenteados com inovações nunca antes descritas (pelo menos que eu tenha conhecimento) e todas as ilustrações que acompanham as aventuras dos nossos protagonistas dão-nos uma visão bastante realista de tudo o que se vai passando na nossa cabeça. As personagens estão bastante bem construídas e definidas, com personalidades bastante próprias e originais.

A escrita do autor é fluída, com um ritmo muito bom e vicia o leitor do início ao fim. Eu que sou uma curiosa por tudo o que seja manipulação de ADN (até porque a minha tese de mestrado vai ser trabalhar com um algoritmo de ressenquenciação de ADN), adorei mesmo toda a descrição do Leviatã e das suas diversas ‘partes’ e como é que era feita a manutenção de um ser assim tão imponente. Achei mesmo fantástico. Adorei.

Post Original: http://branmorrighan.blogspot.com/2011/08/opiniao-leviata-de-scott-westerfeld.html

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