Opinião: “Vagas de Fogo” (Crónicas de Allaryia #5) de Filipe Faria

 Vagas de Fogo (Crónicas de Allaryia #5)
Filipe Faria

Editora: Editorial Presença
Colecção: Via Láctea #51

Sinopse: As Crónicas de Allaryia são já um clássico da high fantasy portuguesa, aproximando-se, com este quinto volume, do furioso clímax da odisseia iniciada cinco anos atrás. Neste novo capítulo das Crónicas de Allaryia, os companheiros que deram início a uma quase ingénua demanda n’ A Manopla de Karasthan estão separados, perdidos, desesperançados. Embora poucos o saibam, a esperança reside em Aewyre Thoryn, mas cada um dos companheiros terá um papel a desempenhar no vindouro conflito. Privados do poder da sua união, vêem-se confrontados com a iminente imersão de Allaryia nas trevas que todos já julgavam desbaratadas. Porém, Seltor, o precursor destas, aprendeu com os erros do passado e os seus propósitos não aparentam de todo ser o que dele se espera…

Opinião: Separados, perdidos, sem rumo… É como se sentem os nossos companheiros desta longa demanda. A cada volume parece que encontram cada vez mais dificuldades, tudo parece mais sombrio e a esperança é cada vez menor. Mas é o futuro de Allaryia que está em risco e eles não vão desistir tão facilmente, nem que seja por aqueles que amam.

Vagas de Fogo é um livro extenso em que muito se passa e se desenvolve. Seltor está cada vez mais forte e persegue todos aqueles que lhe poderão fazer frente começando pelos deuses. Até o pilar começa a ficar infectado… Quando damos conta o Anátema tem tentáculos por todo o lado!

Um dos focos deste livro é Quenestil. O shura passa por momentos bastante atribulados com o seu eu interior. A sua missão em proteger os ehlan está cada vez mais difícil e o povo que os abrigou nesta parte da história, traz-lhe ainda em que pensar pois estão em eminência de guerra com Tanarch. Quenestil vê-se então numa situação em que tem que superar os seus próprios demónios e acaba por criar um sentimento de compaixão em nós bastante grande.

Também Alumno enfrenta grandes desafios aos seus ideais e já não sabe se até no seu mestre Zoryan pode confiar. A princesa e o thuragar encontram-se presos no castelo de Aereth e o nosso guerreiro Aewyre nem imagina o que se passa no seu reino.

Poderia caracterizar ‘Vagas de Fogo’ como o livro do caos nesta saga, pelo menos até agora. São lutas atrás de lutas, destruição atrás de destruição e fica quase impossível imaginar uma luz ao fundo do túnel.

A escrita do autor mantém-se característica. Nota-se alguma evolução desde o primeiro volume, mas penso que continua a pecar um pouco nos ‘tempos mortos’ que houve principalmente a meio do livro. Sendo um livro bastante denso, com quase 600 páginas, e toda aquela acção que houve no final e que me fez acelerar a circulação do sangue fez um pouco de falta noutras partes para a leitura não morrer.
Faltando apenas dois volumes para o final das Crónicas de Allaryia confesso que estou bastante curiosa por saber como é que o autor lidou com todos os ‘destinos’. Gostei.

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Uma resposta a Opinião: “Vagas de Fogo” (Crónicas de Allaryia #5) de Filipe Faria

  1. David diz:

    Boa crítica. Aguçou o interesse.

    Boa noite.

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