Dune

Aproveito que hoje é o primeiro mês do Clube de Leitura do Fantástico da Bertrand para trazer aqui a minha crítica do livro abordado hoje: Dune de Frank Herbert.

Este é o primeiro volume das Crónicas da Duna, série de livros criada por Frank Herbert e que mais tarde teve outros livros escritos por Brian Herbert.
Este livro é considerado um clássico da ficção científica e teve uma adaptação para cinema de David Lynch e uma mini-série.
Num futuro distante temos uma sociedade altamente desenvolvida com humanos com uma mente avançada chamados Mentats que têm como função processar informação como se fossem computadores.
No centro temos a CHOAM e o Imperador que controlam a produção de uma substância chamada Melange  que é extremamente viciante sendo impossível deixar de a tomar após o corpo estar habituado à ingestão deste produto.
Um jovem, filho de um Duque tem de se mudar para o planeta Arrakis juntamente com o seu pai e a concubina, sua mãe. Este jovem excepcional além de ser educado para um dia ocupar o cargo que o seu pai desempenhava, era também treinado à maneira Bene Gesserit que a sua mãe havia aprendido na escola.
É neste novo planeta que toma noção de uma nova realidade, um local árido onde o mais importante é a água que escasseia em todo o lado e depressa aprende uma valiosa lição de vida: água é poder, água é vida.
É no meio de traições, fugas e mortes que Paul Atreides toma conhecimento da lenda do Lisan al-Gaib, uma espécie de messias que iria levar as gentes do deserto para um novo mundo onde tudo seria verde e próspero. Este Lisan al-Gaib era o equivalente ao Kwisatz Haderach que as Bene-Gesserit queriam produzir através do “acasalamento” dos sangues nobres e linhagens puras.
Foi  com as gentes do deserto que Paul Atreides se tornou  Muad’Dib o rato silencioso do deserto que todos julgavam morto.

Uma história bem construída que não deixa pôr o livro de lado enquanto não se chegar à última página. Um mundo criado com amor e com marcas do mundo que temos actualmente. Podemos ver aqui uma certa preocupação ambientalista relacionada com a falta de água e traços religiosos,nomeadamente das religiões do mundo islâmico.
É na minha opinião uma história que pode ser lida em qualquer altura porque será sempre “actual”.

Título: Duna
Título original: Dune
Autor: Frank Herbert
Chancela: Saída de Emergência / 2010
ISBN: 978896372484
Formato: Capa mole
Núm. páginas: 576

Sinopse: O Duque Atreides é enviado para governar o planeta Arrakis, mais conhecido como Duna. Coberto por areia e montanhas, parece o local mais miserável do Império. Mas as aparências enganam: apenas em Arrakis se encontra a especiaria, uma droga imensamente valiosa e sem a qual o Império se desmoronará. O Duque sabe que a sua posição em Duna é invejada pelos seus inimigos, mas nem a cautela o salvará. E quando o pior acontece caberá ao seu filho, Paul Atreides, vingar-se da conspiração contra a sua família e refugiar-se no deserto para se tornar no misterioso homem de nome Muad’Dib. Mas Paul é muito mais do que o herdeiro da Casa Atreides. Ao viver no deserto entre o povo Fremen, ele tornar-se-á não apenas no líder, mas num
messias, libertando o imenso poder que Duna abriga numa guerra que irá ter repercussões em todo o Império…

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2 respostas a Dune

  1. Pedro Cipriano diz:

    A melange estende a vida.
    A melange expande a consciência.
    A melange é vital para as viagens interplanetárias.
    Aquele que controlar a melange, controlará o universo!

  2. Pingback: Children of Dune | Correio do Fantástico

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