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Nota de Rodapé

Infelizmente, no dia 28, o painel da mesa-redonda “Auto-edição em Portugal: Oportunidades e Problemas”, teve duas baixas de vulto e ficámos reduzidos ao Rafael Loureiro e a mim ( Pedro Ventura ), sendo que fomos prontamente auxiliados pelo Rogério Ribeiro, que logo saltou do “banco” em nosso auxílio – bem precisavamos! :) Foi pena que tanto a Carla Ribeiro como o Paulo Fonseca não tivessem podido aparecer, mas ambos tiveram as suas razões pessoais. Eu próprio também tive de me retirar estratégicamente após a minha participação no debate, não por vontade própria, mas por ter um pequenote à minha espera a 300kms que, nesse dia, não podia contar nem com o pai nem com a mãe. Tive pena de não acompanhar as outras mesas-redondas, de não poder demonstrar com a minha humilde presença o apreço e agradecimento que é devido ao Rogério Ribeiro pelo seu esforço e carolice e de não ter sido ainda desta que conheci o Roberto ( e outros, provavelmente ). Tive pena, mas a vida é assim e é mesmo.

Obrigado  e desculpem qualquer coisa!

Prorroga-se o prazo de submissões ao desafio lançado aqui, para o fim de Janeiro de 2010.

Os autores devem respeitar as seguintes regras:

Imaginar a resposta às questões levantadas acima,escrever sobre a conquista do espaço, a colonização de outros planetas, imaginando que tipo de humanos farão a conquista (ou se esta falhará) e, principalmente, utilizando como personagens centrais os portugueses desse tempo: serão portugueses conquistadores ou falhados? A resposta está nas vossas mãos!

Os contos devem ser enviados para correiodofantastico@gmail.com, até ao final de Novembro de 2009;

Limite máximo de palavras:

8.000

Limite minimo:

1.000

Roberto Mendes

Devo confessar que não foi fácil começar a ler este livro. Comprei-o pela curiosidade, e pela vontade de voltar  a ler Fantástico estrangeiro depois de já estar há alguns meses a ler apenas o Fantástico nacional. E nos primeiro capítulos quase que me arrependi… Embora, no final, me sinta recompensado!

Trata-se de uma história que se deve ler em lume brando…

O Rapaz – o personagem principal da história – é entregue pelo avô aos militares da Torre do Cervo, pois é filho bastardo de um importante monarca. Rapaz não é o nome dele, mas, na verdade, também não tem um.

O mundo desta história tem regras muito próprias, entre as quais existe a de o nome ser dado com base nas habilidades naturais de cada um, ou características muito próprias, ou ainda por traços de personalidade. A autora consegue, desta forma, acentuar a falta de préstimo do personagem, já que esta é, sem dúvida, a única coisa em que todos os outros concordam ao longo da história e é aquilo que melhor caracteriza o Rapaz para quem o conhece pouco.

No entanto, o Rapaz, tomado debaixo da protecção Castro, um homem dos estábulos, acaba por cair nas boas graças do Rei e é aí que tudo começa a tornar-se mais interessante.

Enquanto o Rapaz, que começa ser tratado por Fitz, é ensinado nas mais diversas artes sem saber bem porquê, vê a sua inteligência desenvolver-se com o aprendizado específico que lhe estava  a ser ensinado e apercebe-se de que o Rei tinha um propósito para si que deveria manter em segredo.

A história dá o grande salto quando Fitz recebe o ensinamento do Talento. É aqui que a personalidade do Rapaz vai formar-se e foi a partir daqui que a história ganhou vida. Aquela vida que nos faz devorar os livros…

Resumindo: o Rapaz passou de inútil a uma peça essencial do reino e no final… Bem! Não vou dizer, como devem calcular!

Dagon

Um item que ficou esquecido:

Será oferecido um exemplar da revista a cada autor que for seleccionado para participar!

Roberto Mendes

DAGON passa a Papel!

dagon1

É com muito prazer que vos informo que existem conversações avançadas para que o número um da Dagon seja uma realidade em papel. Não posso revelar qual será a editora por enquanto, apenas o farei quando o contrato for assinado.

Podem esperar uma revista melhor que o número experimental, com uma revisão intensa. Contudo a linha editorial continuará semelhante ao número zero, visto que a editora interessada me oferece todo o controlo sobre a edição e publicação. Posso desde já revelar que pretendo uma revista com as várias secções já existentes: música, conto, poesia,artigo, cinema e desenho. Estão também pensados números temáticos, dedicados em exclusivo a certos géneros do fantástico. Deste modo estão ABERTAS AS SUBMISSÕES para a Dagon em qualquer uma destas áreas. Convém que submetam os vossos trabalhos o mais rapidamente possível. Desde já posso afirmar que serão feitos contratos com todos os autores para que os mesmos sejam protegidos quanto aos direitos de autor e não só. Considero este um aspecto imprescindível e não trabalharei nunca de outra forma. Quanto ao primeiro número, ainda não poderá ser oferecida remuneração aos autores participantes, neste sentido constará no contrato que não existe cessão de direitos de autor, apenas uma autorização de utilização do trabalho no número da revista.

Quanto às submissões devem obedecer às seguintes regras:

Conto: Mínimo de mil palavras, máximo de quatro mil; Deve ser um conto de literatura fantástica, de qualquer género ou subgénero como a fantasia épica, o realismo mágico, a ficção científica, o terror, a história alternativa e os demais; Devem ser originais; devem apresentar um português correcto;

Poesia: Deve conter elementos de literatura fantástica.

Trabalho gráfico: Deve enquadrar-se nas temáticas do fantástico, pode ser desenho, desenho digital, montagem ou fotografia.

Literatura/artigos de opinião/ Críticas: Os artigos devem debruçar-se sobre os temas do fantástico, devem ser originais e inovadores. Máximo de duas mil palavras. Será entendido como crítica literária o texto de opinião sobre uma determinada obra de literatura fantástica; Máximo de mil palavras.

Cinema: podem enviar críticas a filmes do fantástico; máximo de mil palavras

Roberto Bilro Mendes

Estou a torcer para que certos autores ( eles sabem quem são ) possam estar presentes neste evento que nasceu do ( constante ) empenho do Rogério Ribeiro.  Espero que este evento possa ser um excelente momento de discussão, reflexão, divulgação e ( porque não? ) de encontro entre todos aqueles que escrevem aqui no Correio do Fantástico.

Abraços!

O Programa

 

21 de Novembro
(auditório da BMOR)

16:00-17:15 – Mesa-redonda: Concept artists nacionais.
Com Andreas Rocha, Gonçalo Sousa e Filipe Teixeira.

17:15-17:45 – Intervalo

17:45-19:15 – Exibição de curtas-metragens e Mesa-redonda “Cinema Fantástico Português”.
Com Rita Palma (moderação), Paulo Prazeres, António de Macedo, Filipe Melo e Pedro Florêncio.
Com a exibição de “FRUNC”, “Papá Wrestling” e “I’ll See You In My Dreams”.

28 de Novembro
(auditório da BMOR)

Feira do Livro Fantástico (em confirmação – no átrio).

15:00-15:45 – Mesa-redonda “Auto-edição em Portugal: oportunidades e problemas”.
Com Pedro Ventura (moderação), Paulo Fonseca, Rafael Loureiro, (+ convidado a confirmar).

15:45-16:15 – Sugestões de Leitura.
Com João Barreiros, Nuno Fonseca e Cristina Alves.

16:15-16:45 – Intervalo.

16:45-17:45 – Mesa-redonda “Novidades em Banda-Desenhada”.
Com Ricardo Venâncio, Rui Ramos, David Soares e Filipe Melo.

17:45-18:30 – Mesa-redonda “Novas aventuras do Fantástico Português”.
Com Telmo Marçal, Fábio Ventura, Bruno Martins, Ana Vicente Ferreira.

18:30-19:15 – Mesa-redonda “A Literatura Fantástica Portuguesa: Passado e Presente”.
Com Maria do Rosário Monteiro (moderação), Safaa Dib, João Seixas, (+convidados a confirmar).

20:00 – Tertúlia Noite Fantástica
(para quem estiver interessado em ficar para conversar durante o jantar, em restaurante a confirmar)

E ainda, a decorrer desde 9 de Novembro (na sala multi-usos da BMOR), até 28 de Novembro, a Exposição Há Conversas com o Imaginarte.

Organização: Rogério Ribeiro.
Cartaz: Luís Peres.
Apoio: Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.

 

capa-antologia-finalRogério Ribeiro, no seu blogue, escreve sobre a Antologia “Talentos Fantásticos” da Edita-me.

Para além de uma apreciação global à obra, é também feita uma crítica aos contos vencedores do passatempo!

Para ler aqui!

Crítica a “Os Jogos da fome” por Jia, no site http://dearauthor.com/como forma de carta à autora.

Reproduzida na sua versão original, em Inglês

REVIEW: The Hunger Games by Suzanne Collins
by Jia

Dear Ms. Collins,Os Jogos da Fome_2

 

I have no doubt that many people will compare this book to the Japanese novel, Battle Royale by Koushun Takami. How can they not? Both books take place in dystopian futures and feature oppressive governments that require children to compete in a last man standing survival game. And while it’s true there are similarities in premise and plot, I think your book brings enough new to the table that it’s easily one of the must read young adult novels of the year.

Set in the future, The Hunger Games takes place long after natural disasters, war, disease, and famine destroyed society as we know it. From the ruins of North America rose the nation of Panem, which consisted of a powerful Capitol ruling over thirteen surrounding Districts. The Districts didn’t like the Capitol’s oppressive rule very much and soon rose up together in a rebellion.

The results were disastrous. The Capitol quelled the uprising in twelve Districts and completely annihilated the thirteenth. As punishment, the Capitol created the Hunger Games. Each year, every District must send one boy and one girl between the ages of twelve to eighteen as tributes. The tributes then fight each other to the death in an arena until only one person is left. These are not normal arenas. Armed with immense technology, the Capitol creates natural terrains that are enormous and range from forests to deserts to arctic landscapes. They can control the weather, climate, and even alter the terrain while the Games are in play. All this while the Games are televised across Panem, for the entertainment of the Capitol and for the sorrow of the Districts. This is the Capitol’s ultimate tool of fear, to keep the Districts in check so they can never rise up in rebellion again. It says, “Look at what we can do. We can take your children and make them kill each other while you watch. And you can’t stop us.”

The book opens on the day of reaping for the seventy-fourth Hunger Games. Katniss Everdeen is a coal miner’s daughter whose father died five years ago in an explosion and has taken care of her family ever since. Hunting and foraging illegally in the forest just outside District 12’s electrified borders, Katniss sells and trades game, fruit, and vegetables to the town’s black market, officials, and tradespeople like bakers and butchers. It’s just enough for her family to get by.

The reaping’s lottery system is weighted so that the older the child the greater the chance of being selected. In addition, children can receive a year’s ration of grain and oil in exchange for another entry into the lottery, and that is also cumulative. At sixteen, Katniss is entered twenty times — the normal 5 times for her age and 15 more for the annual rations she receives for her, her mother, and her younger sister. But even though the number of entries increases your chances of selection, luck doesn’t work that way and it is Primrose, Katniss’s twelve-year-old sister, whose name is drawn even though she’s only entered once.

Katniss’s choice is automatic:

There must have been some mistake. This can’t be happening. Prim was one slip of paper in thousands! Her chances of being chosen so remote that I’d not even bothered to worry about her. Hadn’t I done everything? Taken the tesserae, refused to let her do the same? One slip. One slip in thousands. The odds had been entirely in her favor. But it hadn’t mattered.

Somewhere far away, I can hear the crowd murmuring unhappily as they always do when a twelve-year-old gets chosen because no one thinks this is fair. And then I see her, the blood drained from her face, hands clenched in fists at her sides, walking with stiff, small steps up toward the stage, passing me, and I see the back of her blouse has become untucked and hangs out over her skirt. It’s this detail, the untucked blouse forming a ducktail, that brings me back to myself.

“Prim!” The strangled cry comes out of my throat, and my muscles begin to move again. “Prim!” I don’t need to shove through the crowd. The other kids make way immediately allowing me a straight path to the stage. I reach her just as she is about to mount the steps. With one sweep of my arm, I push her behind me.

“I volunteer!” I gasp. “I volunteer as tribute!”

There’s some confusion on the stage. District 12 hasn’t had a volunteer in decades and the protocol has become rusty. The rule is that once a tribute’s name has been pulled from the ball, another eligible boy, if a boy’s name has been read, or girl, if a girl’s name has been read, can step forward to take his or her place. In some districts, in which winning the reaping is such a great honor, people are eager to risk their lives, the volunteering is complicated. But in District 12, where the word tribute is pretty much synonymous with the word corpse, volunteers are all but extinct.

District 12 is the laughingstock of Panem. They are the poorest, the hungriest, the most beaten down of all the nation. In the history of the Games, only two of their tributes have won, and only one of those is still living and he’s the town drunk. No one expects the District 12 tributes to have a chance, but I don’t think anyone outside of District 12 fully understands Katniss’s will to survive.

This is a gripping story. With twists, turns, and lots of action, it kept me on the edge of my seat. Not only that, there’s no denying the power of its themes. War and violence leave scars on the next generation. Haymitch may be the town’s middle-aged drunk but can you blame him? Not did he survive a brutal battle to the death, now as a victor he must mentor future tributes. That hurts. Imagine getting to know these children, coaching them, hoping for their victory… and then watching them die. Year after year, that has been Haymitch’s fate. Of all the things he could have resorted to in order to cope, drinking might be one of the least destructive options available.

There’s also the gulf of experience between the highest social elite and the dirt poor. Life in District 12, which supplies coal to the Capitol (District 12 is located in what was once Appalachia), starkly contrasts against the excesses of the Capitol. Katniss’s stylist, the quietly subversive Cinna, says upon meeting her over dinner: “How despicable we must seem to you.” And it’s easy to see why. Katniss has lived a life being hungry, subsisting on a diet of squirrels, pine bark, and roots. Even Katniss’s fellow tribute, the baker’s son Peeta grew up on a diet of stale bread. Meanwhile in the Capitol, you can get any kind of food you wish by pushing a button.

There are also other things. How voyeuristic reality tv is. How perverse it is that we enjoy watching other people suffer. I think everyone has watched at least one episode of a reality tv show for the trainwreck factor. The Hunger Games is that ramped up to the extreme, with the added complication that the Gamemasters will spice things up to keep things interesting for its audience. If it means throwing fireballs at the tributes to drive them together or rigging the game so that two lovers will have to face each other in the end, they will do it.

Katniss is one of the strongest heroines I’ve encountered in YA fiction. She’s smart and clever. Her skills in illegal hunting and foraging gives her an advantage in this year’s Games. She can hunt her own food. She knows which plants are safe to eat. She knows what she needs to do to survive. I admit I have a fondness of half-feral girls and Katniss is definitely that. She’s not soft. She can be hard. But I don’t think her life’s allowed much for it. She does what she must to survive, so that she can return home to her sister, even if it means taking another life, even if it means pretending to be in love. I thought the romantic subplot in which Katniss pretends to love Peeta in order to gain the audience’s sympathy was very clever, even if it becomes rapidly apparent that it was never an act for Peeta.

But despite it all, not once does Katniss lose her humanity. I could feel her hunger to return home. Her love for her younger sister, how it drove her to take Primrose’s place, how it drives her to make an alliance with another District’s tribute because that girl resembles Primrose. Katniss’s desire to never marry and have children because she can’t bear the thought of subjecting a child to this fate. She doesn’t enjoy the Game. She still knows what it means to have mercy. It makes her struggle all the moire poignant.

I’m not sure if this is the first in a series. I think it could be, but readers who are series-phobic can be assured that it ends in a good place and stands well alone. But I do hope there will be more books because I can’t help but feel that this is only the beginning in the Capitol’s downfall. Katniss’s ultimate actions only support that. The Capitol’s totalitarian regime is so oppressive and overt displays of political dissent have been all but crushed that it is through subtlety that the Districts show their disapproval:

“Come on, everybody! Let’s give a big round of applause to our newest tribute!” trills Effie Trinket.

To the everlasting credit of the people of District 12, not one person claps. Not even the ones holding betting slips, the ones who are usually beyond caring. Possibly because they know me from the Hob, or knew my father, or have encountered Prim, who no one can help loving. So instead of acknowledging applause, I stand there unmoving while they take part in the boldest form of dissent they can manage. Silence. Which says we do not agree. We do not condone. All of this is wrong.

I’ve looked at this book from multiple angles, trying to find flaws. But I can’t and honestly, if I have to work that hard to find some, I probably won’t. This is not a book for everyone. It does not flinch. There are parts which are unsettling and uncomfortable. I realize the comparisons to Battle Royale are unavoidable but I think this is a book all on its own.

My regards,
Jia

Uma obra que me tem deliciado em todos os sentidos, “Os Jogos da Fome”, publicado pela Editorial Presença, estará em destaque no Correio do Fantástico, com uma série de críticas. Hoje disponibilizamos uma critica de Rui Baptista, autor do excelente blogue Bela Lugosi is Dead (um conselho: visitem o blogue que é mesmo muito bom).

Os Jogos da Fome_2

Título original: The Hunger Games

Autora: Suzanne Collins
Tradução: Jaime Araújo
Editora: Editorial Presença (2009)

Autor: Rui Baptista

Publicado originalmente em: Bela Lugosi is Dead

“Num futuro pós-apocalíptico surge, das cinzas do que foi a América do Norte, Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa doze Distritos com uma mão de ferro.

Uma anterior revolta fracassada dos Distritos conta o Capitol resultou num acordo de rendição em que os distritos se comprometem a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome – um espectáculo sangrento de combates mortais com transmissão televisiva onde o lema é «matar ou morrer».

No final apenas um destes jovens escapará com vida.”

Logo à partida, é difícil não estabelecer comparações com o romance de Koushun Takami, Battle Royale (1999). A premissa de ambos é bastante semelhante, mas enquanto que Battle Royale é assumidamente para adultos – é agressivo, feroz, violento e bastante gráfico –, já Os Jogos da Fome, destina-se a um público mais jovem. E aqui entramos em contradição.

“ – Quando soar o gongo, fujam logo dali. Nenhum de vocês está preparado para o banho de sangue na Cornucópia.”

A autora oculta-nos os detalhes mais gráficos, mas nem sempre parece lembrar de o fazer. E se por um lado a história de Suzanne Collins indica-nos que estamos diante de um romance para um público mais jovem, por outro lado, não são raros os momentos em que fica a sensação de que o romance destina-se a uma faixa etária mais alta, dada as situações mais complexas de difíceis em que as personagens por vezes se encontram.

O romance é-nos apresentado como sendo de ficção científica, no entanto o que mais se sente é uma crescente angústia e horror. E como acompanhamos a história sempre do ponto de vista da personagem principal, Katniss, uma jovem adolescente de 16 anos, mais facilmente esses sentimentos são transmitidos aos leitores.

Infelizmente, toda essa angústia acaba por se desvanecer a certa altura do romance, passando a dar lugar a uma visão utópica já explorada por muitos autores. Não quer isto dizer que o livro perca qualidade, Suzanne Collins mantém sempre um nível elevado na escrita – que Jaime Araújo fez o favor de traduzir bem.

O mais interessante é que Os Jogos da Morte é o primeiro livro de uma trilogia. Catching Fire, o segundo volume, foi publicado muito recentemente nos Estados Unidos. Assim poderemos esperar melhorias, ou tão somente a continuação de um bom romance.

E para quem possa pensar que Os Jogos da Fome destinam-se apenas ao público mais jovem, desengane-se. Este é um romance obrigatório para todos, em especial para os amantes de literatura fantástica.

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Quem respondeu mais rápido ao passatempo correio do fantástico/editorial presença foi:

Carina Daniel, que respondeu acertadamente à questão às 8:36 horas do dia 29 de Outubro e Diana Almeida que respondeu, também acertadamente, às 10:45 horas do dia 29 de Outubro.

As vencedoras devem enviar e-mail com a morada para que lhes seja entregue o prémio.

Aos restantes participantes desejo boa sorte para o próximo passatempo e agradeço a visita ao blogue correio do fantástico.

Roberto Mendes

Conversas com IMAGINarte

CartazDesde o dia 9 deste mês até ao último dia das “Conversas Imaginárias”, dia 28 de Novembro, estará disponível na sala multi-usos da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, uma exposição intitulada “Há Conversas com o IMAGINarte”.

Eu vou!

Conversas Imaginárias

Conversas imaginarias

LISTA DE PARTICIPANTES:

Convidados de peso e o Correio do Fantástico representado por Pedro Ventura, Paulo Fonseca e também por David Soares, que ainda não conseguiu contribuir activamente.

Ana Vicente Ferreira (literatura)
Andreas Rocha (concept art)
António de Macedo (cinema)
Bruno Martins Soares (literatura)
Carla Ribeiro (literatura)
David Soares (BD e literatura)
Fábio Ventura (literatura)
Filipe Melo (cinema e BD)
Filipe Teixeira (concept art e BD)
Gonçalo Sousa (concept art)
João Barreiros (literatura)
Nuno Fonseca (literatura)
Paulo Fonseca (literatura)
Paulo Prazeres (cinema)
Pedro Florêncio (cinema)
Pedro Ventura (literatura)
Rafael Loureiro (literatura)
Ricardo Venâncio (BD)
Rui Ramos (BD)
Telmo Marçal (literatura)

Conversa Imaginárias

Conversas imaginarias

Já está disponível o cartaz das Conversas Imaginárias, projecto de Rogério Ribeiro, bem como o nome de alguns dos convidados a participar. Bsta aceder ao blogue oficial do evento.

Estou convencido que será o maior e melhor evento deste ano, no que ao fantástico diz respeito.

Vale a pena visitar!

Vollüspa

A Vollüspa está a chegar…

 

More fair than the sun,

a hall I see, Roofed with gold,

on Gimle it stands; There shall the righteous rulers dwell,

And happiness ever there shall they have

There comes on high,  all power to hold,

A mighty lord, all lands he rules. . . .

From below the dragon

dark comes forth, Nithhogg flying

from Nithafjoll; The bodies of men on his wings he bears,

The serpent bright:

but now must I sink.

O Correio do Fantástico e a Editorial Presença têm para oferecer dois exemplares do livro “A Sociedade do Sangue”.

Para se habilitarem a ganhar um destes livros basta enviarem para o e-mail, correiodofantastico@gmail.com, a resposta à seguinte questão:

Qual o nome da personagem principal?

Os dois leitores mais rápidos a responder ganharão o exemplar. Este passatempo termina às zero horas do dia 2 de Novembro!

Resta-me desejar-vos boa sorte:)

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Roberto Mendes

 

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Marion Zimmer Bradley tem um séquito de seguidores.

Contudo, nem todos gostam de ler o que ela escreve. E isso não se deve ao texto, mas sim às histórias. Uma das principais criticas que é feita aos seus trabalhos está relacionada com o poder dado às mulheres…

Considero isso estranho!

Eu pelo menos nunca achei esse poder desproporcionado, e muito menos me senti aviltado por ele. È claro que esta crítica é feita principalmente por homens, o que nos poderia levar a pensar que Marion Zimmer Bradley é uma escritora feminista – que não é – ou que escreve livros para mulheres – o que está igualmente errado.

Mas sobre isso, voltaremos mais tarde em outros posts sobre a obra desta excelente escritora.

Por agora, trago-vos Caçadores da Lua Vermelha, onde homens e mulheres, têm os papeis equilibrados…

Os Caçadores da Lua Vermelha foi o primeiro livro de Fantástico que li. Um livro fininho! Um livro que devorei e li e reli tantas vezes quantas me apeteceu. Um livro que tem um lugar especial na minha estante!

Conta-nos a história de um terrestre – Dane Marsh – que é sequestrado por extraterrestres enquanto viajava a bordo do seu barco – o Seadrift – no Pacífico. O que é que isto tem de fantástico e novo?

Talvez nada… Mas a partir daqui Marion Zimmer Bradley arrasta-nos do Seadrift, ao mesmo tempo que Dane Marsh é levado pelos extraterrestres, e atira-nos para dentro de uma grande nave interestelar com todo o aparato e confusão que isso teria em nós se realmente tivéssemos tido a sorte de Marsh. Felizmente não tivemos – o que, por vezes, nos parece difícil de acreditar dada a intensidade do relato – e poderemos descontraídos – o que, também, nem sempre é possível pela mesma razão – ler o resto das aventura de um homem que no principio do livro nos diz que pensava já não haver mais aventuras.

Trata-se de uma narrativa extraordinária de comunhão, companheirismo e sobrevivência. No seu sequestro Marsh conhece os companheiros, seres inteligentes de outras espécies e raças espalhadas pelo universo que, como ele, haviam sido raptados dos seus mundos. Em conjunto ver-se-ão obrigados a esquecer as diferenças para lutar por aquilo que interessa a todos: sobreviver. E é só depois de uma tentativa de fuga falhada conhecem o destino: baterem-se pela vida com bravura num mundo desconhecido – a Lua Vermelha.

A Lua Vermelha é um mundo estranho. Depararão com vários sinais de uma civilização esquecida, mas é completamente desabitado. Apenas tem uma função: servir de palco para um jogo tenebroso em que o grande prémio é ficar vivo. Nesse jogo participa um povo misterioso – apenas conhecido como os caçadores – e Dane Marsh e os companheiros – a caça!

Conseguirão sobreviver?

Convido-vos a conhecerem este livro. Verão como valerá a pena….

A Sociedade do Sangue

Através de mais uma colaboração entre o Correio do Fantástico e a Editorial Presença, traremos até vós, leitores, um passatempo versando sobre a nova aposta editorial da Presença, “A Sociedade do Sangue”. Será brevemente desvendado o regulamento para o passatempo. Por agora podem tomar o primeiro contacto com a obra:

A Sociedade do Sangue

Susan Hubbard

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Título Original: The Society of S

Tradução: Marta Mendonça

Páginas: 288

Colecção: Via Láctea Nº 79

PREÇO SEM IVA: 14,19€ / PREÇO COM IVA: 14,90€

ISBN: 978-972-23-4250-6

Data de Publicação: 3 de Novembro 2009

VAMPIROS DO SÉCULO XXI

«Um thriller sobrenatural muito agradável.»

Publishers Weekly

  • Direitos vendidos para cerca de 10 países.

Aos 12 anos Ariella nunca tinha frequentado a escola, vivia numa grande casa vitoriana, e o pai ensinava-lhe pessoalmente as matérias que considerava importantes. Ariella tinha consciência da sua diferença em relação às outras crianças da sua idade… E quando fazia perguntas sobre a mãe, os esclarecimentos não iam muito além do facto de esta ter «desaparecido» no dia em que a filha nascera. Ariella acaba por compreender que o seu pai é um vampiro e, parte sozinha numa longa viagem em busca da mãe e da sua própria identidade. Uma história surpreendente e cheia de ironia, sobre as novas gerações de vampiros do século XXI e a sua difícil convivência com a sociedade humana.

Susan Hubbard nasceu no estado de Nova Iorque é a conceituada autora de duas colecções de short stories e quatro romances, já com vários prémios nos EUA. O conjunto da sua obra foi traduzido em mais de 15 países. Presentemente é Professora de Inglês na University of Central Florida e dedica-se à realização de workshops de escrita criativa. É uma activista de causas como os direitos dos animais, justiça social e literacia.

CITAÇÕES DE IMPRENSA ESTRANGEIRA

«Bem escrito e pleno de personagens intrigantes. Recomenda-se.»

Library Journal

«Um triunfo da narrativa gótica moderna. A Sociedade de Sangue é a história sobre o fim da adolescência mais surpreendente que alguma vez terá a oportunidade de ler.»

Carolyn Parkhurst, autora de Os Cães de Babel

Roberto Mendes

Saramago Dixit

O escritor português está surpreendido com o falatório em torno do mais novo romance: “tantos que falaram dele sem o ler”, disse. Em conferência de Imprensa, não deixou passar em claro a forma apressada como a Igreja reagiu a “Caim”.

“É o livro de que mais se tem falado, embora não tivesse sido lido”, disse José Saramago, sobre a obra “Caim”, em conferência de Imprensa. “É quase magia, ou em relação a certos sectores, milagre”, acrescentou o escritor, surpreendido com o falatório que a obra suscitou.

“Todo este alvoroço se levanta não por causa do livro mas por causa de uma palavras que disse em Penafiel. E não disse nada que não se soubesse já”, referiu Saramago, sumariando o inferno que há na Bíblia: “Incesto, carnificina e violência de todo o tipo”.

“O Deus da Bíblia é rancoroso, vingativo e má pessoa. O Deus da Bíblia não é de fiar”, sublinhou o Nobel da Literatura, com o exemplo da história de Sodoma, em que Deus esqueceu as crianças e os inocentes, ardendo todos no fogo.

“O que a Igreja queria, e não consegue, era ter um teólogo ao lado de cada leitor da Bíblia para explicar o que lá está”, argumentou. “Eu sou suficientemente ingénuo para ler o que lá está”, argumentou.

Escusando-se a comentar as palavras do eurodeputado do PSD, Mário David, que o exortou a desistir da nacionalidade portuguesa, o escritor  estranhou a forma rápida como a Igreja respondeu. “Ainda o livro estava no forno, a sair para as livrarias, e já a Igreja estava a pronunciar-se”, acrescentou.

“Não ando atrás de polémicas. Tenho umas certas convicções e digo umas certas coisas. Nada disto é gratuito. O Caim é uma companhia muito minha há muitos anos”, revelou José Saramago.

“Que há incompreensão, resistências e lóbis velhos, já se sabia”, continuou. “Sou uma pessoa que desperta anti-corpos em certas pessoas, não sei bem porquê. Mas consigo viver bem com isso”, argumentou.

O escritor reiterou a sua já conhecida opinião sobre a Bíblia e sobre Deus mas concedeu que o livro sagrado, não obstante ser “um rosário de incongruências”, tem cosias admiráveis do ponto de vista literário e do pensamento”. E citou como exemplos positivos “O Cântico dos cânticos” e o “Livro dos Salmos”.

in JN

Raphael Lacoste ( El Rafo )

Raphael Lacoste lives in Canada, Montreal, with wife and son since 2002. He was born in 1974 in Paris, but lived mostly around Bordeaux, south west of France until he left for Canada..

He studied in 1993 at Fine Arts school, Art and Media option, Photography and Video, at the same time, he was photographer and composer for a theatre company “les Pygmalions“. He was already attracted by the scenery, mood and lighting. The Company Gave him the opportunity in 1997 to work on “the little Prince” of St Exupéry, he did there his first 3D pictures that were projected on giant screens with Pani 6KW projectors, Raphael was also the screening coordinator.

Later in 1998, he went to CNBDI school (Angouleme, France) and got a European Master of Art in 3D animation, his movie “Nîumb” was screened at Siggraph 2000, Imagina 2000, Anima mundi 2001
He had teachers like René Laloux, Director of “Time masters”, “Gandahar”, “Fantastic Planet”… Raphael was very impressed by the work of his teacher and learned a bit of his knowledge…

 

O que mais me impressionou no trabalho de Raphael Lacoste foram as suas obras de “interiores decadentes”, como estas duas imagens que aqui reproduzo. São ambiências fantásticas e inspiradoras, que têm a particularidade de serem “imagens em aberto”, de agitarem a nossa imaginação.

 

Site do autor: RAPHAEL LACOSTE

Texto também publicado em Voz de Celénia

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